Os shopping centers não vão acabar! Mas muitas mudanças serão necessárias

A Nova Economia, que é a transformação digital do mundo, principalmente do mundo dos negócios, já está mudando a realidade dos shoppings.

Há quem ache que eles vão acabar, mas não. Os shoppings não vão acabar, mas precisam trabalhar na reinvenção do seu modelo de negócios.

Grande parte dessa reinvenção tem a ver com a tecnologia, que causa impactos diretos e indiretos no universo dos shoppings. A conveniência de comprar online e receber em casa, por exemplo, mudou o comportamento do consumidor, que já não quer sair apenas para comprar, mas sim para viver uma experiência.

Com um smartphone nas mãos, as pessoas também esperam outras comodidades, como usar aplicativos de pagamento, comprar pela internet e retirar no shopping, experimentar produtos virtualmente, etc.

O que faz um shopping ser relevante?

Já é fato que os shoppings não são apenas um centro de compras. As tendências mostram que, cada vez mais, eles se transformam em centros de convivência. Ir ao shopping, portanto, passa a ser um momento de lazer, entretenimento e cultura.

Para que isso aconteça, os shoppings precisam oferecer experiências que só podem acontecer off-line. Por isso academias, spas, centro de eventos, galerias de arte e até espaço para a prática de esportes devem, cada vez mais, estar integrados aos shoppings.

Escritórios e hotéis podem operar lado a lado com shoppings, transformando os espaços em um lugar multifunções, ampliando as possibilidades de negócios.

Inovar para ser relevante

A inovação deve sempre estar no centro das ações dos shoppings para que os empreendimentos avancem com o mercado. Nesse sentido, a tecnologia precisa ser usada a favor.

Sites e redes sociais, por exemplo, são recursos importantes para a ativação do público, que está o tempo todo conectado nestas plataformas. Os shoppings, portanto, não podem ficar de fora.

Também é importante levar para dentro dos shoppings as tecnologias que interagem com as pessoas, como a Realidade Aumentada e a Inteligência Artificial, que permitem ao público ter experiências diferentes, como um passeio virtual por algum lugar do shopping, ou testar um produto também de maneira virtual.

Até mesmo o design dos shoppings vai mudar para se adaptar à necessidade das pessoas por mais espaços verdes, abertos e sustentáveis. Já que eles são um espaço de convivência, precisam ser agradáveis a todos os sentidos e convidar as pessoas a ficar por mais tempo.

O futuro

Os shoppings não vão acabar, mas vão precisar de um novo modelo de negócios utilizando todos os recursos e realidades trazidos com a tecnologia.

Não dá mais para ser simplesmente um lugar onde as pessoas vão para comprar. Os shoppings precisam fazer parte da rotina das cidades, ser espaços onde as pessoas vivem e convivem com o outro. Esse é o shopping do futuro.

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