Os famosos marketplaces são um modelo de negócio surgido no Brasil em meados dos anos 2000, uma espécie de “shopping center” virtual. Essa plataforma online oferece vantagens para quem quer vender (maior visibilidade e tráfego, custos com publicidade reduzidos e aumento das vendas) e, também, para quem quer comprar (comodidade, entrega simplificada e praticidade).
Apesar do conceito não ser tão recente assim (vide exemplos já consolidados como Magalu e Americanas), os marketplaces quebraram paradigmas e cresceram exponencialmente neste último ano devido à pandemia ocasionada pela Covid-19.
O fechamento das lojas físicas e a incerteza em relação ao mercado e ao futuro fez os lojistas buscarem uma saída para manter seus negócios em pé. O meio digital é parte dessa estratégia e os marketplaces são a escolha perfeita para quem precisa de um novo meio de venda.
Marketplaces no Brasil
Segundo levantamento da Ebit/Nielsen, a performance do marketplace em 2020 foi realmente impressionante, crescendo 52% em 2020, o que resultou em R$ 73,2 bilhões para a categoria. Para comparação, o mercado de e-commerce como um todo cresceu 41% em 2020.
O marketplace se consolidou neste cenário pandêmico e se tornou uma alternativa – que veio para ficar. A dúvida que fica, entretanto, é: qual futuro está reservado às lojas físicas?
Marketplaces e shopping: é possível andar juntos?
Já falamos incansavelmente por aqui de como a internet não substituirá o espaço físico e de como os consumidores, inevitavelmente, acabam voltando às lojas, pelos mais diversos motivos. Mas, especialmente para os shoppings, entender que vendas presenciais e online são complementares ainda é uma barreira a ser quebrada.
É necessário compreender que, independente do canal, a compra sai do shopping, esteja o cliente lá presencialmente ou nos seus canais digitais.
Segundo Juliana Piai, sócia da Fronte: “Não se perde clientes por que o digital cresceu. Na verdade, só há vantagens em oferecer mais um canal de compra para o consumidor. Absorvendo e aceitando essa nova realidade, os shoppings alcançarão resultados cada vez melhores.”.
E você, o que acha da necessidade de digitalização para a sustentabilidade do negócio? Compartilhe conosco.