O que o ano de 2021 nos ensina sobre o futuro dos shoppings?

Quer saber quais as pretensões do consumidor brasileiro para o Natal 2021 e, também, qual é o futuro dos shoppings? Descubra na pesquisa exclusiva realizada pela Fronte em parceria com a DeepDive Inovação Estratégica:

Natal de lembrancinhas e compras a prazo

A expectativa do varejo é sempre grande em relação ao Natal, mas nosso estudo exclusivo mostra que esse deve ser mais um Natal de lembrancinhas e de compras a prazo, para caber melhor no bolso do brasileiro. “As pessoas acham o Natal uma comemoração importante e 83% delas querem presentear neste ano, mas estão tentando fazer o presente caber no bolso”, explica Juliana Piai, sócia da Fronte.

A expectativa de gasto é de R$ 763 (3% a mais do que em 2020). Mas esse valor deve se diluir em pequenos presentes (já que 60% disseram buscar lembrancinhas) e em alguns meses (49% devem parcelar o pagamento). Além disso, 42% já se adiantaram e aproveitaram a Black Friday para fazer as compras de Natal com melhor custo-benefício.

Aumento no fluxo de visitantes

Mesmo não havendo um aumento muito significativo no ticket médio dos presentes, a boa notícia para o varejista é que o fluxo de consumidores nas lojas deve aumentar na comparação com o ano passado. Cresceu de 45% para 50% a quantidade de pessoas que pretendem comprar os presentes de Natal em shoppings, e de 48% para 54% as que procuram por lojas de rua, enquanto a expectativa de comprar presentes online ficou estável: 64% em 2020 e 63% neste ano.  Outro indicador que também cresceu é a intenção de comprar presentes para doação: de 36% para 42%.

O futuro dos shoppings

Nove em cada dez consumidores acreditam que os shoppings precisam ser diferentes no futuro. Sob o risco de perder a relevância para o consumidor, o “shopping do futuro” precisa, antes de qualquer coisa, olhar para o indivíduo integralmente: 43% dos consumidores acreditam que o shopping do futuro precisa ser sustentável em todos os aspectos, 30% esperam que tenha horários alternativos e 29% apostam nos serviços de autoatendimento.

“É necessário se reinventar e transformar os shoppings em um lugar em que as pessoas se sintam como em casa”, explica Juliana Piai, sócia da Fronte.

A pesquisa indica que o conceito de sustentabilidade precisa ser posto em prática em toda a sua dimensão. É necessário que os shoppings assumam um papel social, de responsabilidade não apenas com o meio ambiente, mas com toda a comunidade do entorno, particularmente com as novas gerações. Reduzir o impacto (sociocultural e ambiental) que o shopping causa, fazendo os seus parceiros de negócio assumirem o mesmo compromisso, se torna uma necessidade.

O futuro dos shoppings e a comunidade

A pesquisa mostra que 69% dos consumidores consideram dar presentes de Natal fabricados por produtores locais.  “Em um momento em que muitos shoppings sofrem com elevada vacância e muitas pessoas tornaram-se pequenos empreendedores para sobreviver à crise, por que não juntar as duas coisas?”, questiona Juliana.

“O consumidor quer um shopping sustentável em todos os aspectos, inclusive social. Os shoppings podem investir nesses pequenos produtores locais, facilitando a locação de lojas em formatos diferentes (vários produtores dividindo os custos e o espaço, por exemplo). Isso certamente leva a uma aproximação entre o empreendimento e a comunidade”, completa.

Shopping do futuro além da ABL

O shopping do futuro precisa ser atrativo, completo, moderno, dinâmico e conectado, além de facilmente acessível.

“Integrar todas as experiências possíveis de se viver num shopping, promovendo a convergência entre físico e digital (e vice-versa), portanto, é um dos principais desafios”, explica Laureane Cavalcanti, da DeepDive. Nesse sentido, os Marketplaces são parte de um ecossistema de soluções e precisam ser encarados como um novo modelo de negócio.

Omnicanalidade a serviço das pessoas

63% dos entrevistados afirmaram que pretendem comprar presentes de Natal pela internet e 50% pretendem comprar em algum shopping, demonstrando o quanto a jornada de consumo está cada vez mais plural e ao mesmo tempo complexa.

A necessidade de fluidez e opções de canais de compra traz para o shopping a oportunidade de oferecer uma experiência multicanal para os seus consumidores, seja no ambiente físico ou online, através da oferta de canais integrados, variedade de modelos logísticos e novos formatos de relacionamento que façam sentido para o cliente.

A natureza invade os shoppings

Apesar de serem conhecidos como ambientes fechados, de fluxo intenso e muita agitação, os shoppings centers também estão associados a relaxamento e prazer. Na busca pela conexão com o consumidor e seus valores, o design biofílico ganha força em empreendimentos imobiliários, com a proposta de trazer a natureza para dentro dos espaços, proporcionando bem-estar e conforto onde os consumidores possam ficar por mais tempo, sentindo-se seguros. Enriquecer espaços comerciais com vegetação aumenta a percepção de qualidade e proporciona uma experiência de compra mais positiva.

SOBRE A PESQUISA:

A pesquisa “O que o ano de 2021 nos ensina para o futuro?” foi realizada pela Fronte Pesquisa e pela DeepDive Inovação Estratégica entre 29 de novembro e 8 de dezembro de 2021. Foram entrevistadas 750 pessoas pela internet, distribuídas de acordo com a ABL em cada Estado. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

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