O que os profissionais do varejo pensam sobre o metaverso?

8 em cada 10 entrevistados acham que a forma de consumir vai ser diferente depois do metaverso, de acordo com a Fronte Pesquisa

Quer entender o metaverso e como ele impactará shoppings e varejistas? A Fronte perguntou recentemente a varejistas brasileiros o que pensam e quais são os principais desafios dessa nova realidade para as empresas. Para 79% das pessoas ouvidas, o metaverso mudará a forma das pessoas consumirem, enquanto 21% acreditam que nada mudará. E mais: 42% consideram importante que a sua marca esteja presente no metaverso, mas apenas 37% priorizam o investimento neste canal.

Mas o que estaria impedindo as empresas a apostarem agora no metaverso? Investimentos limitados e, também, preocupação em achar profissionais qualificados para ajudar nessa implementação são alguns dos desafios mais citados.

 “A intenção de entrar no metaverso ainda é uma incógnita: metade das pessoas ouvidas declara ter essa intenção no futuro, mas boa parte ainda é reticente e não sabe se esta será uma ação da empresa”, explica Juliana Piai, sócia da Fronte.

A pergunta que fica é: quem sair na frente ganha ou é melhor esperar para ver onde tudo isso vai dar? Juliana pondera: “Não sabemos ao certo se o metaverso prosperará. Mas agora é o momento para as marcas entenderem se o seu público está no metaverso, como esperam interagir com as marcas e testarem ferramentas de comunicação”.

Sobre o metaverso

Apesar do termo ter se popularizado apenas no ano passado, quando o Facebook mudou seu nome para Meta, surgiu na década de 1990, quando foi citado no livro Snow Crash, de Neal Stephenson. Hoje, é visto como um espaço virtual que pode conectar diferentes pessoas e marcas, em qualquer parte do mundo.

O conceito ainda gera muitas dúvidas: 13% dos profissionais entrevistados não têm ideia do que seja o metaverso. E entre os que tentam definir esta realidade, os termos mais citados foram: mundo virtual, ambiente virtual, interação social e réplica da vida. O termo ‘negócios’ não foi tão apontado pelos respondentes, mesmo que essa tendência esteja sendo levada bastante a sério, nos últimos tempos, pelos grandes nomes do mercado varejista.

Para grande parte dos entrevistados, o metaverso é uma realidade virtual que vai demandar produtos e serviços específicos. E podemos notar isso nas ações de marketing de diversas marcas, como Ralph Lauren, Stella Artois e Pampili, primeira marca brasileira de moda infantil feminina a lançar um tênis inspirado em seu NFT.

“O varejo poderá se beneficiar do metaverso se souber criar boas estratégias e se comunicar com este público usando a linguagem desse universo”, opina Juliana Piai, sócia da Fronte.

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