Flagship stores e o poder de encantar os clientes

O varejo físico tem uma difícil missão de se reinventar constantemente. Nesse sentido, as flagship stores, ou lojas conceito, são um excelente exemplo de como oferecer ao cliente uma experiência de compra memorável e multissensorial, reforçando a sensação de exclusividade.

Mas o que torna uma loja uma flagship store? Alguns pontos são decisivos: ter um tamanho maior do que o restante das lojas da rede; estar bem localizada; ter um vasto estoque das mercadorias, inclusive com produtos exclusivos; oferecer experiências inusitadas; além de contar com uma arquitetura e design de interiores diferenciados, para chamar a atenção do público e reforçar a marca da empresa. Mas, atenção: as flagship stores não vivem só de aparência. O atendimento precisa ser excelente.

Para aprofundar mais o assunto, conversamos com Antonio Eloy (@antonioeloyoficial), executivo formado em Marketing, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e em Gestão de Comunicação pela ESAMC, que hoje faz parte da MUV, empresa que atua como um hub de soluções para o varejo.

Confira o bate-papo:

É necessário investir em flagship store para ter sucesso?

“Acredito que o primeiro ponto a se avaliar é se esse é um direcionamento pautado na macroestratégia da marca. Desenvolver algo que demandará investimentos, testes e apostas futuras, precisa estar em linha com toda decisão de mercado da companhia.

Entendo que a oportunidade dos formatos de flagship store, modelo em alta sendo testado e desenvolvido por diversos mercados pelo mundo, projetam marcas para novos patamares, no sentido de potencializar novos formatos de lojas, serviços diferenciados, design, arquitetura, jornada do consumidor e experiência.

Se marcas buscam perpetuidade, crescimento e evolução, é natural que esse seja um caminho muito provável para investimentos em lojas mais disruptivas. Natural que para isso haja uma estrutura muito bem desenhada para suporte a esse processo: orçamento, equipe capacitada, ecossistema de apoio, tecnologia, boas ideias e transpiração.”

Quais são os prós e contras de criar uma flagship store?

“Podemos avaliar de diferentes formas e ângulos, mas observo um movimento crescente de empresários em busca de transformação dos seus negócios em algo que permita um longo alcance. Quando temos essa visão empresarial definida, os ganhos são consequência de uma entrega prevista: branding, melhoria do relacionamento com o consumidor, ativação, entendimento de comportamento de consumo, omnicanalidade, presença do conceito phygital, e muita experiência para geração de engajamento do público.

É natural que em todo projeto que tenha uma dose de refinamento haja um investimento que precisa ser calculado e projetado. A não aceitação da proposta total pelo consumidor pode ser uma das consequências, mas permite, ainda assim, que as marcas usem esses momentos para testar pontualmente o que imaginam, desejam e que o mundo projeta como tendência, fazendo um paralelo na ‘tropicalização’ dessas informações com o seu público-alvo.”

O Brasil está acompanhando a evolução desse mercado?

“Neste momento há uma parcela de marcas com um viés provocativo e ávida para formatos do tipo. Quando olhamos o mercado brasileiro, nos encantamos com as novas apostas da Havaianas, Amaro, Dengo Chocolates, Riachuelo, Cacau Show, Centauro, dentre tantas outras marcas. É espetacular! É um avanço muito promissor e de relevância, ou seja, estamos em linha com tendências globais e em busca de aperfeiçoamento para o nosso consumidor.

Agora, quando olhamos para o mercado de fora, vemos um mundo de possibilidades e boas provocações sendo colocadas, como a Lego, H&M, Nespresso, Timberland, Lip Lab, Gucci, Dior, ou até mesmo KFC e McDonald’s. Isso mostra que o mundo está buscando uma outra conexão, uma outra forma de gerar valor a seus negócios e como buscar o engajamento do seu público.

Outros exemplos de flagship stores que valem a pena conferir e pesquisar: os novos modelos da Primark, a rede Silpo de supermercados, Starbucks, com uma loja linda nos Emirados Árabes, a Ladurée, a Apple, a Google, a Cosmetea em Shangai, a Louis Vuitton com collabs incrivelmente encantadoras.”

Gostaram dessa análise mercadológica sobre lojas conceito?

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