Como acompanhar a transformação dos shopping centers

Os consumidores mudaram e os shopping centers estão se adaptando. Esse é apenas um dos muitos assuntos que o consultor e professor Antonio Carlos Ruótolo, da MercadoMétrica, e o economista Eduardo Lemos, da LMS|TGI, dominam.

Por isso, convidamos os dois para participarem do nosso podcast “Nos Corredores do Varejo” e dividirem conosco um pouco da sua experiência sobre este mercado em constante transformação. Confira:

Digitalização

Uma dúvida vem pairando no ar nos últimos tempos: Com a transformação digital do varejo, metaverso, NFTs, geração Z e, principalmente, o fortalecimento do e-commerce, a loja física vai perder importância?

 “O varejo físico e o online são dois braços de um mesmo corpo”, explica Eduardo. E completa: “A escolha do canal muda de acordo com o segmento, a região e as características de cada varejista”.

Ou seja, como sempre repetimos por aqui, o varejo online e o varejo físico são complementares. “Um não é um contraponto do outro, pelo contrário, empresas que nasceram e cresceram no online estão procurando cada vez mais estar presentes fisicamente para seus clientes. E a Amazon é um exemplo disso”, diz Ruótolo.

Multicanalidade

Mas isso não quer dizer que a loja física deve continuar a mesma. O varejo está mudando, se tornando multicanal e é preciso acompanhar essa evolução.

A função da loja mudou. Ela hoje pode ser um ponto de entrega ou mesmo um showroom, com uma arquitetura diferenciada. É importante entender que o cliente procura cada vez mais interação.

E isso impacta a forma de planejar empreendimentos comerciais, segundo Eduardo.

E o cliente, é o mesmo?

Fabio Caldas, sócio da Fronte, crê que não. “Existem pessoas mais jovens que já cresceram com a tecnologia em mãos, com mais facilidade e com menos medo”.

Ruótolo concorda, mas acredita que, com o tempo, haverá uma equalização. Eduardo ainda acrescenta: “Com a melhora da infraestrutura tecnológica, todo mundo começará a comprar online. E o varejista já está se preparando para isso.”

Mas, atenção, não é só o perfil do cliente que impacta a forma como um produto é comprado. Alguns tipos de produto são mais adequados para serem adquiridos pela internet, outros, pessoalmente. “Muitas vezes o cliente já chega na loja bem-informado, com pesquisa de preço pronta e informações do produto atualizadas”, finaliza Eduardo. Por isso, conheça seu cliente e seu produto.

Conta pra gente, você está conseguindo fazer o físico e o online andarem juntos no seu shopping?

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