As mudanças no varejo com o consumo alternativo de eletrônicos

Conheça mais sobre a aposta da Allied no mercado de aparelhos celulares recertificados

Não é novidade que o universo digital está cada dia mais ao alcance de todos. Silvio Stagni atua no mercado de celulares desde o começo e acompanhou, ao longo dos anos, como esse aparelho se tornou um item de desejo para os brasileiros. Com um currículo de tirar o chapéu, Silvio esteve à frente da Motorola, Sony Ericsson, Samsung e Lenovo. E há seis anos ele ocupa o cargo de CEO da Allied, uma empresa de eletrônicos de consumo que lançou a plataforma Trocafy para comercialização de celulares recondicionados.

Confira, a seguir, alguns trechos do bate-papo que tivemos com ele durante o nosso podcast “Nos Corredores do Varejo”:

Como o mercado de eletrônicos enfrentou a pandemia? Vocês sofreram com a falta de produtos?

Na época da pandemia, tivemos duas situações muito diferentes. Enfrentamos o fechamento das nossas lojas físicas, mas o varejo online foi um sucesso. A nossa distribuição, nesses dois anos, foi a melhor da nossa história. Isso porque os consumidores ficaram em casa e, de um dia para o outro, precisaram comprar computador, impressoras ou quiseram investir em televisões melhores. Agora, estamos na ressaca da pandemia. As pessoas que gastaram dinheiro nesses últimos anos com eletrônicos agora estão gastando com roupas, restaurantes e viagens.

A Allied estava preparada para a alta demanda do consumo de eletrônicos durante a pandemia?

Ninguém no mercado estava preparado. Me lembro que em março de 2020 a gente achava que o mundo iria acabar. Suspendemos as compras com os fabricantes. E durante mais ou menos dois meses o mundo realmente parou. Mas a partir dali ocorreu uma demanda fenomenal para a qual ninguém estava preparado. Aliado a essa demanda, veio também a falta de componentes. Mas corremos atrás e acabaram sendo dois anos com um volume de vendas muito grande.

Como surgiu a ideia de lançar a plataforma Trocafy de consumo alternativo de aparelhos telefônicos?

Acreditamos que o mercado de usados no Brasil deve crescer. Em 2021, esse mercado faturou aproximadamente R$ 3 bilhões e o IDC diz que em 2024 chegará a R$ 5 bilhões. E isso é facilmente explicável. A penetração de usados no Brasil é de 6% e a nos EUA chega a 36%. Faz muito mais sentido para o brasileiro ter um celular usado do que um americano. Acreditamos muito no crescimento desse mercado e já tínhamos um programa em funcionamento chamado “iPhone para Sempre”, em parceria com o Banco Itaú.  

Quais os benefícios para o consumidor em apostar no consumo alternativo e adquirir um celular recondicionado?

A economia, dependendo da categoria em que o celular esteja incluído, pode variar de 30% a 50%, se comparado com o modelo novo. Lembrando que ao comprar de uma empresa recondicionadora, que trabalha de forma regularizada, existe garantia. Mas existe outro aspecto muito importante: a economia circular. Há uma preocupação, cada vez mais forte, com a reutilização de itens de forma a ter um impacto menor no ambiente em que vivemos. Essa decisão de adquirir um item recondicionado vai ao encontro deste propósito.

Para conferir essa conversa sobre consumo alternativo na íntegra, ouça nosso podcast “Nos Corredores do Varejo” no Spotify.

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