Evento em shopping é um assunto que tem ganhado cada vez mais destaque. E todo ano a Abrasce – Associação Brasileira de Shoppings, premia alguns cases e eventos mais relevantes que ocorreram no último ano. Desta vez nós fomos atrás dos responsáveis por algum desses cases, para entender o contexto, dificuldades, acertos e aprendizados de cada um deles.
A primeira entrevista, que inaugura esta série, é com Aline Guedes, head de marketing do Grupo Flamboyant. E os principais trechos desta cnversa, que você pode ouvir na íntegra em nossos canais do Youtube e do Spotify, você confere a seguir.
OK vamos lá vocês querem falar do projeto é vocês querem falar do projeto como um todo ou focar no vinte e dois porque a premiação foi no na edição dezesseis do vinte e dois
O que é o Flamboyant in Concert?
Essa iniciativa do shopping foi criada em 2005. É um evento proprietário. Nós temos um diretor artístico no empreendimento, o Peninha, uma pessoa extremamente conhecida e respeitada no meio artístico há décadas e inclusive nacionalmente. Ele faz toda a curadoria dos artistas que vão se apresentar no evento e a contratação. Toda a produção é feita dentro do shopping e a gente entrega a melhor experiência pro cliente. Então, não é um evento pronto, que a gente busca no mercado e coloca no shopping. É um evento pensado em cada detalhe por nós, pra que a gente entregue realmente uma experiência diferenciada, ampliando esse relacionamento com os nossos clientes e criando uma memória afetiva muito grande.
E uma das preocupações do Peninha como diretor artístico é buscar atrações as quais a gente não encontra facilmente no mercado. Então ano passado a temporada foi aberta com Fala Mansa com a participação especial da Elba Ramalho. É um show que não existe, que foi criado para o shopping. Outra atração é Jota Quest com a participação do Sideral, que é irmão do Rogério Flausino, e do Mateus, que é goiano, da dupla Jorge e Mateus. Então são coisas completamente inusitadas. Até o Flausino falou: “gente, que bacana poder tocar com o Mateus que é sertanejo, mas de fato ele é rockeiro, ele gosta de rock”.
A gente cria um ambiente diferenciado e isso reverbera pro público que está ali. Não é uma questão de comprar um show normal, é de ter uma experiência única.
Qual é o objetivo deste evento no shopping?
Goiânia não fica no eixo brasileiro de grandes shows. Geralmente é Rio, São Paulo, BH e o Sul. Então o que a gente busca também é proporcionar isso para a cidade. Colocar Goiânia no grande palco da cultura nacional e trazer aquilo que está em todo o Brasil para cá. Então a gente traz shows distintos, completamente inéditos. E a gente recebe músicos de todos os tipos, forró, rock, a gente coloca alguém do sertanejo pra poder fazer uma participação especial e com isso a gente consegue entregar para o nosso cliente um produto que ele não pode consumir apenas por pagar.
São produtos inéditos, têm uma grande busca, mas a gente não comercializa ele. A gente faz com que os clientes que têm relação conosco, com os nossos lojistas, sejam os que podem ter acesso. Porque a gente precisava de uma barreira de entrada para essa compra. Então não é uma questão de não vender o ingresso. É de prestigiar aqueles que se relacionam com o shopping, com os nossos lojistas.
Como as pessoas adquirem os ingressos, já que não são vendidos?
Esses clientes, com as suas notas fiscais, têm oportunidade de comprar, de trocar suas notas por cadeiras nos três setores diferentes que a gente tem. A cada R$ 1.200 ele troca por uma cadeira no setor vermelho, a cada R$ 800 no setor verde e a cada R$ 500 no setor azul.
Às vezes a pessoa fala: “não vou comprar agora, vou esperar para comprar no próximo show”, ou “eu não ia comprar um presente do próximo mês de aniversário, mas eu já vou antecipar porque eu gosto muito deste show”.
E também a gente tem as três primeiras fileiras que são reservadas para clientes que a gente reconhece. Então a gente tem todos esses clientes que trocam notas fiscais conosco e aqueles que trocaram com maior volume, ou com maior frequência, ou com quem a gente tem relacionamento e sabe que ele gosta, a gente os convida para assistir nessas três primeiras filas. E dependendo do artista, em algum momento, se permitido, a gente ainda faz o movimento de levá-los a conhecer os seus artistas no camarim. A gente vai trabalhando também esses desejos do dos nossos clientes.
Vocês ouvem o cliente para entender quais artistas levar?
Sim, a gente a gente tem algumas perguntas às vezes que são feitas até na hora da troca. Você gostou dessa edição, sim ou não? Quem você gostaria de ver no palco do In Concert?
Qual é o principal desafio de vocês com este evento no shopping?
Com Flamboyant in Concert eu acho que a gente tem sempre espaço para melhorar. Um grande desafio é trazer atrações inéditas, porque a gente está na 17ª edição, então muita gente já passou por aqui. O Fábio Júnior, por exemplo, já esteve conosco. Esse ano a gente vai fazer Fábio Júnior cantando com Cristian, da dupla Christian e Ralf. E ele já esteve conosco e cantou Fábio Júnior e Fiuk, no dia dos pais. Então a gente vai tentando trazer aqueles artistas que são desejo do público, mas com o desafio de transformar sempre em uma questão inédita e inspiradora.
Como vocês mensuram o resultado deste evento no shopping?
A gente mensura fluxo no dia do in Concert do mês versus in Conscert do mesmo mês no ano anterior. E também mensura a terça do in Concert em relação às últimas terças sem in Concert.
E o que vemos é de 6% a 10% de aumento de fluxo quando a gente está em show. A gente mede também as vendas do polo gastronômico, porque as pessoas terminam o show e vão para os nossos restaurantes. E também medimos a vendas totais do shopping. Mas a gente percebe claramente na alimentação um aumento de performance quando a gente tem shows.
Este evento no shopping Flamboyant existe desde 2005. Qual diferencial fez ele ser premiado em 2022?
Eu acho que essa entrega do Flamboyant é muito aderente ao que o público quer, ainda mais neste momento pós-covid. Eu acho que isso foi pode ter sido um grande diferencial pra gente receber essa premiação. Porque é uma entrega muito completa, que consegue abarcar todos os nossos stakeholders e não só os KPIs de venda, de mercado, mas também aqueles emocionais. E a gente resgata esse vínculo emocional das pessoas que ficaram tão reclusas, tão distantes, que buscam ambientes confiáveis, saudáveis, para poderem estar. Eu acho que esse evento entrega isso.
Como este evento pode inspirar outros shoppings?
Esse projeto amplia o olhar do relacionamento do cliente o shopping, colocando o Flamboyant não apenas como centro de compras do lazer, mas com entregas muito mais ampliadas. A gente quer estar na vida das pessoas, fazer o dia dessas pessoas melhor sempre. Então buscar pilares que consigam fazer com que a gente extrapole a relação comercial, e firme uma relação emocional com os nossos clientes, ouvindo, entendendo o que eles querem e entregando momentos realmente muito especiais. Momentos felizes, que vão ficar na memória afetiva da família, dos amigos.
Por exemplo, a gente teve pedido de casamento no show da Ana Vitória. Sempre deixamos uma reserva técnica de ingresso para atender situações especiais. Não é quanto você gasta, quantos pontos você tem. Mas é essa relação do que eu te entrego e você me proporciona, muito emocional, que eu acho que vai carregar a marca Flamboyant no coração das pessoas por muito tempo.