A experiência da Pampili com NFT

Confira a conversa que tivemos com Diego Colli sobre a aposta na criação de ativos digitais (NFT) e como essa decisão foi embasada na conexão da marca com seu público

A Pampili é uma empresa de moda infantil feminina que está completando 35 anos. E a que se deve essa longevidade? Amor! Tudo o que é feito na empresa é pensado para gerar aproximação com o público-alvo da marca: as meninas. Conversamos com o CCO (Chief Commercial Officer) da Pampili, Diego Colli, sobre as estratégias on e offline adotadas pela empresa e o pioneirismo na criação de um tênis em NFT. Confira:

Pode nos contar um pouco sobre o propósito da Pampili?

Eu sou a segunda geração da empresa e, para mim, é uma honra participar desse momento de profissionalização. Brinco que a Pampili é a minha irmã mais velha, nascemos no mesmo ano. A Pampili sempre teve uma alma muito feminina, minha mãe sempre cuidou muito disso. E buscamos sair na frente pensando em inovação e valorizando o diferencial dos nossos produtos. A Pampili sempre está pensando em transformar o mundo em um lugar melhor. Quando temos um propósito engajador, que não fica só na parede, isso faz muita diferença.

O que faz o Instituto Terra do Rosa?

Milhares de meninas já passaram pelo Instituto Terra do Rosa. Existe uma demanda grande para cuidar da comunidade e que materializa esse propósito de transformar o mundo em um lugar melhor para ser menina. Um dos nossos grandes diferenciais é: falar e fazer. Materializar esse propósito através de atitudes reais, seja no produto, no cuidado com os colaboradores, na conexão com a menina. Por exemplo, fizemos um trabalho durante a pandemia para cuidar da criança e dar apoio emocional, além disso, reformamos a pediatria da nossa cidade, Birigui. Brincamos que o rosa, para nós, não é cor, é amor. É uma atitude do bem e não apenas vender produto, vai muito além disso.

Por que vocês sentiram a necessidade de criar a Pampili GO, o núcleo de inovação da marca?

O GO vem com o conceito de colocar o cliente no centro e gerar experiências para esse cliente. Iniciamos no começo de 2020. Queremos entender mais o consumidor final, gerar mais dados. Fazemos isso por meio da nossa presença digital (Youtube, Instagram, Facebook, TikTok), captando esses dados e começando a conhecer mais a fundo o cliente.

Nossa base é industrial, temos 1.800 colaboradores, sendo que 1.500 estão na operação produtiva. Temos que ser eficientes para entender o processo da indústria, mas também entender nosso cliente. O GO traz a transformação digital no movimento das pessoas. Como me comunicar melhor, criar experiências diferentes através da tecnologia? Acho que estamos evoluindo bastante.

Como uma indústria física faz para se conectar com essa nova geração? 

Nós temos um time que pensa todos os dias em menina. A gente vai para a casa das meninas, abrimos o guarda-roupa, vivemos a vida dela, conversamos com ela. Não tem regra, você tem que estar com o cliente. É algo que se cria, se desenvolve. A linguagem que usamos é de igual para igual. O nosso canal no Youtube, Mundo da Menina, hoje com mais de 3 milhões de seguidores, faz sucesso porque são meninas falando para meninas. E o nosso posicionamento sempre foi de diversidade. Criar uma marca é uma construção e é complexo.

Como combinar o trabalho artesanal que é feito nos produtos da Pampili e, ao mesmo tempo, trazer a tecnologia para a sua produção?

Nós fomos para Dubai para entender o mercado, pois exportamos há muitos anos para lá, e vimos que o design brasileiro é um grande diferencial. Temos que explorar mais isso. Fala-se muito da China, mas o foco deles é o preço. O Brasil se diferencia no design e conforto, não só a Pampili, mas o Brasil em si. A gente cuida muito disso, fazemos estudos profundos do processo de evolução da menina, a mudança no solado e no shape com a idade. É claro que vamos evoluir e investir cada vez mais em tecnologia, mas esse toque da Pampili é uma identidade muito própria nossa. É forte na cultura da nossa marca.

A Pampili foi a primeira marca brasileira a criar um produto em NFT (Pamp Jump). Como surgiu essa ideia?

Estudamos o comportamento das meninas, do que elas estão gostando, onde elas estão, e percebemos que para elas o on e offline são a mesma coisa, é o mesmo mundo. Vimos uma crescente dos games e do PK XD, e inclusive fizemos uma parceria com eles.

Acompanhando esse movimento, lançamos o tênis em NFT, que foi adquirido por um chinês. Como saímos muito na frente, era um conceito muito novo e a ideia foi bacana para gerar buzz. Até dentro da empresa houve uma maior busca por conhecimento. E isso nos abriu muitas portas.

Esse produto do NFT foi tão icônico que nós fizemos agora um produto físico inspirado nele e todo mundo que comprar terá acesso ao NFT desse novo produto. Estamos fazendo um movimento de democratização, para que mais pessoas tenham acesso a essa nova realidade. Nossa ideia é criar um clube com benefícios para quem tiver nossos NFTs. Dá para pensar em várias estratégias. Cada marca tem que criar a sua estratégia para entender o momento do cliente e atender da melhor forma possível.

Em termos de inovação, como você acha que está o Brasil?

Vejo que o Brasil está em evolução. Nosso país muito conectado e inquieto e há potencial, basta querer. Pelo Brasil ser um continente grande e pelo potencial, pensamos muito localmente. Precisa haver uma mudança de mindset: pensar mais global e agir local. Pensar mais como o mundo está pensando.

Quais as próximas ações da Pampili?

Cada vez mais a nossa ideia é ter ações no online e offline, porque para as meninas isso é igual, e temos projetos bacanas com PK XD para potencializar mais isso. Nos posicionamos como uma marca do coração da menina, que está presente física e digitalmente, para que a gente possa ser mais acessível para ela. A Nação Pampili está olhando para o ecossistema da menina e se posicionando menos como indústria e cada vez mais como marca.

Para conferir na íntegra essa conversa sobre a sinergia dos produtos da Pampili com o metaverso, ouça nosso podcast clicando aqui.

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