As transformações do varejo e do consumo com a chegada do 5G

Entenda como o 5G será uma alavanca de digitalização para a indústria

Conversamos com Eduardo Terra, palestrante, consultor e presidente da SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo para entender quais são as possibilidades para o varejo com a chegada do 5G. Eduardo tem 30 anos de experiência e já acompanhou muitas fases dessa indústria. Confira!

Entenda a digitalização

Diferente do que se pode escutar por aí, a digitalização não começou em 2020, ela já vinha acontecendo há algum tempo e apenas se fortaleceu. Eduardo explica que em março de 2020 as vendas digitais no Brasil estavam na faixa de 4% e que, a partir dali, houve uma aceleração brutal. “A gente andou anos em questão de meses”.

Em março de 2022, esse percentual já tinha saltado para 12%. Com isso, a maneira como se pensa a loja, os produtos, os serviços e a jornada de compra do consumidor mudou completamente. Cada vez mais a loja vai até o consumidor, seja por meio das redes sociais, sistemas de CRM ou outros dispositivos. O que será ainda mais intensificado com o 5G.

Como o 5G atingirá o varejo e o consumo

Para quem acha que a pandemia foi uma alavanca única da digitalização está enganado. Com a nova tecnologia 5G, as pessoas estarão ainda mais conectadas às lojas e aos produtos.

Mas o que, na prática, mudará para o varejo? Além da melhoria na velocidade, cerca de 30 a 50 vezes maior do que temos hoje, a latência (o tempo de resposta do sinal, o famoso delay) é a variável chave para entender o quanto o 5G será importante, já que com a nova tecnologia a latência não será mais perceptível, explica Eduardo.

Apesar de termos números sensacionais de acessos à internet, o acesso ainda não é democratizado no Brasil. “Em um período de 2 a 5 anos a internet vai ser oxigênio sem fio”, torce Eduardo. Ou seja, a jornada de compra será ainda mais digital e poderá conectar tudo a todos a um custo mais baixo, com velocidade mais alta e sem delay.

É hora de se preparar

Para Eduardo, o gargalo da transformação não tem sido mais a tecnologia, e sim, as pessoas. As empresas devem cuidar das pessoas e da cultura. Existem diferentes gerações e é preciso evitar que as pessoas sejam o freio para o processo de transformação.

A dica para resolver esse tipo de questão é trabalhar fortemente a evangelização e a sensibilização da equipe. Tudo está mudando em uma velocidade maior do que a nossa capacidade de cognição. Por isso, é preciso cuidar. Eduardo finaliza: “A transformação digital do varejo nos dá 2 opções: se desesperar ou se apaixonar. E se apaixonar é melhor e mais fácil, porque o desespero não leva a nada”.

Ouça essa conversa completa acessando nosso podcast “Nos Corredores do Varejo” no Spotify.

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