Brasileiros vão ao shopping mesmo sem dinheiro

41% estão em busca de momentos de lazer em shopping


O momento político e econômico pelo qual o Brasil vem passando, especialmente após uma situação sanitária tão grave como foi a pandemia, despertou muitas incertezas para os empreendedores de shoppings. Mas não há por que se desesperar.

Levantamento realizado pela Fronte Pesquisa entre 2019 e 2022 reforçou a ligação cultural do brasileiro com o shopping. “Diferente do que acontece em outros lugares do mundo, onde existem outras dinâmicas dentro da cidade, aqui, a visita ao shopping é fonte de lazer e entretenimento, não só de compras”, esclarece Juliana Piai, sócia da Fronte.

A luz no fim do túnel para o shopping é se reinventar

Atualmente, 41% dos brasileiros vão a shopping em busca de momentos de lazer, inclusive para usufruir da praça de alimentação. Ou seja, o shopping continua tendo grande importância na vida do consumidor. Outra análise importante é o tempo médio que os clientes ficam no shopping: aproximadamente 1 hora e 22 minutos, muito próximo ao que acontecia há 3 anos.

Esse comportamento significa que o shopping continua sendo um lugar de descompressão, como uma válvula de escape. Por isso, ao passo que a situação econômica do Brasil melhora, o cliente retorna às compras, já que ele nunca se afastou realmente dos shoppings.

O segredo para a recuperação do varejo está aí: Entender o momento do cliente e oferecer a ele meios de conexão.

Mas e as vendas, diminuíram?

Não necessariamente. Tudo depende do fluxo de clientes em cada shopping. Alguns já conseguiram voltar aos patamares pré-pandemia.

A boa notícia, aqui, é que agora o cliente tem visitas mais objetivas, com uma melhor conversão em loja do que no passado: 64% em 2022 contra 59% em 2019. Além disso, uma parcela relevante compra por impulso: 16% dos visitantes.

E o desafio que fica para os lojistas é convencer o consumidor a entrar nas lojas e comprar.

Entenda os impactos da crise para o shopping

Nos três últimos anos, a renda média familiar do frequentador de shopping caiu 13,5% e o percentual de pessoas com atividades remuneradas passou de 71% para 62%.

O resultado é que as pessoas circulam menos: 53% dos clientes visitavam shopping semanalmente em 2019 e em 2022 são 48%. Além disso, gasto médio em loja, que era de R$ 352 em 2019 (valor corrente), caiu para R$ 344 neste ano.

Tudo isso afetou, obviamente, o comportamento de compra nos shoppings. O número de clientes que gasta em lojas passou de 47% para 42%.

Sobre o estudo:
O estudo pré-pandemia foi realizado pelo extinto IBOPE Inteligência, conduzido na ocasião pelos atuais executivos da Fronte Pesquisa. Os dados deste material são públicos. E o estudo de 2022 foi produzido e analisado pela Fronte Pesquisa utilizando os mesmos parâmetros de 2019. A pesquisa consiste na síntese e análise global de 9.335 entrevistas realizadas pela Fronte Pesquisa ao longo do ano, com clientes de shopping center de todas as regiões do país.

Outras notícias do blog da Fronte