O comportamento do público 50+ hoje é muito diferente das gerações passadas. São pessoas que fazem questão de continuar ativas. Kika Gama Lobo, jornalista, é um exemplo disso. Ela começou sua jornada como influencer da maturidade após decidir compartilhar nas redes suas inseguranças, medos, desejos e sonhos decorrentes de alguns percalços da vida.
O perfil e as expectativas desse público mudaram muito nos últimos anos. E o varejo precisa acompanhar essas transformações para não perder a conexão.
Conversar e engajar com um público cheio de vivência é bastante recompensador. Kika conta que quis compartilhar mais da sua caminhada com pessoas que passam pelos mesmos momentos de vida que ela, instigando reflexões. “Eles buscam nos meus posts, nas minhas falas, algo que passeia pelo encoberto e proibido. Eu não procuro seguidores que pensem como eu, eu celebro o debate, quer discordar pode discordar”, diz Kika.
Sobre o envolvimento do público 50+ com o ambiente digital, ela acredita que isso vem melhorando. “Existe um gap geracional aí, então faço meu dever de casa de tentar aprender com tutoriais e perguntar aos mais jovens”.
Como suprir as carências da maturidade
O mercado da maturidade tem muitas possibilidades de expansão. Mas é preciso que as marcas de varejo estudem e pesquisem esse nicho da população para representá-lo de forma fiel em suas comunicações.
Kika conta que dificilmente se sente representada em termos imagéticos. “Não existe uma representação do padrão real”, desabafa. O que poderia ser resolvido, na sua visão, se houvesse um cross geracional dentro das corporações. “Existem muitas pessoas jovens tentando adivinhar o que pensa e o que quer o público da 3ª idade, quando ter uma pessoa dessa geração na equipe poderia representar melhor nossas necessidades”. Há também o fato de serem poucas as pesquisas e as empresas que ouvem esse público maduro.
Confira a conversa que tivemos com Kika em nosso podcast “Nos Corredores do Varejo”.