Daniela Lacerda, hoje CEO da Rede Corujão, abriu há oito anos uma distribuidora de bebidas na cidade de Feira de Santana, na Bahia. Era a primeira que funcionava 24 horas na cidade. Com a sua intuição e ouvindo o consumidor, ela adaptou o negócio e o transformou em uma das principais redes supermercadistas do Estado.
O Grupo Corujão foi a primeira rede regional a ganhar o selo GPTW (Great Place to Work). E Daniela esteve na lista Forbes Under 30 como uma das principais personalidades do varejo brasileiro, além de ter sido reconhecida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde alunos e professores estudam seu Case de Gestão.
Nesta conversa ela conta para Juliana Piai, sócia da Fronte Pesquisa, como lida com os desafios de ser uma liderança feminina no setor. Em outro trecho, ela falou sobre a história da rede Corujão e seu papel no desenvolvimento do negócio.
A entrevista completa está disponível em nossos canais no Spotify e no Youtube.
Você se considera uma mulher de sucesso?
Me considero uma mulher de sucesso, principalmente pelas cadeias disruptivas que eu já quebrei dentro do mercado corporativo e também como pessoa. Eu sou uma mulher pública hoje, as redes sociais potencializam muito isso, tenho um número de seguidores ali que acaba sendo significativo. Eu acho que o sucesso é quando você cria referência para outras pessoas. Então eu considero sim que sou uma mulher de sucesso.
Você já enfrentou algum preconceito?
Com dezenove anos eu abri o meu negócio e ainda existia aquele paradigma: “ela é esposa de alguém? Ela é filha de alguém?”. Isso, em algum momento, me incomodou. Por isso que eu falei pra você, eu me considero uma pessoa de sucesso porque eu já quebrei essas barreiras. Hoje tenho uma consciência e uma saúde emocional muito fortes e consigo fortalecer também outras mulheres, mostrar que a gente consegue sim, que é possível quando a gente se dedica. O corujão é uma empresa que realmente levou, desde o início, inovação e criatividade. É um DNA nosso também. Então o preconceito que eu enfrentei lá atrás, foi uma escada. Eu sou uma pessoa muito teimosa, muito geniosa e quando me mostram um desafio, aí que eu quero mesmo enfrentar!
Falando em desafio tem uma história de que você foi desafiada a aparecer na Forbes. Que história é essa?
Em 2020 a gente abriu a unidade modelo de negócio, uma unidade realmente com novas perspectivas e com uma interação muito maior com o cliente, porque a gente tem experiência de compra mesmo. E a gente estava bem no período de pandemia. Meu esposo, não queria investir no varejo, porque o mercado estava muito volátil. E eu, desde aquele primeiro momento, eu falei: “Vitor vai ser supermercado, ninguém vai deixar de comer e eu preciso criar um negócio onde as pessoas tenham novas perspectivas”.
Ele queria literalmente fazer tecnologia somente e eu queria unir a tecnologia e o varejo. Ele então me disse: “estou te dizendo que eu vou sair na Forbes com isso daqui”. E eu falei: “vou sair primeiro”. Aí, em 2021, um ano depois, a gente ganhou uma uma visibilidade muito boa não só na nossa região, mas também em regiões próximas. Fomos reconhecidos pela Associação Brasileira de Supermercados como a unidade modelo. Então todo o know-how que eu tinha ali, e que ele também tinha, a gente acabou unindo e realmente eu saí primeiro na Forbes que ele, com 30 anos. E pra mim foi uma grande oportunidade de ser realmente uma mulher de sucesso. Ali eu criei referência pra outras mulheres. E as minhas redes sociais acabam me ajudando muito a entender o meu papel social.
A entrevista completa está disponível em nossos canais no Spotify e no Youtube.