Quando se fala em revitalização de um shopping, o que vem na mente? Para o Shopping Tamboré, uma das peças-chave para a revitalização foi a construção do Taste Lab, um espaço que reúne representantes da gastronomia mais premiada e reconhecida, em boxes de 18m2, para experimentação de cardápios e pratos. Tudo isso em um espaço aconchegante, com música ao vivo e recreação para as crianças. O resultado é uma experiência única!
E pra contar detalhes de como foi a criação do Taste Lab Tamboré, seu papel no projeto de revitalização do shopping e como ele se organiza pra mantê-lo relevante, recebemos em nosso podccast, Nos Corredores do Varejo, Malu Thomé, gerente de marketing do Tamboré Shopping. A conversa completa está disponível em nosso canal no Spotify e no perfil da Fronte no Youtube. A seguir, os principais trechos.
Por que o Tamboré decidiu investir no Taste Lab durante o projeto de revitalização do shopping?
Quando a gente olha para o Shopping Tamboré, quem é o frequentador, quem é o nosso entorno, a gente tem um público flutuante, de executivos. Existe uma demanda pela boa comida. Então o taste nasceu para ser uma democratização da boa gastronomia, para trazer restaurantes que são muito bons, têm uma entrega muito legal, num formato diferente. E a gente foi se inspirar nos grandes coletivos gourmet, num time out, com um ambiente mais descontraído.
Quais foram as principais conquistas de vocês com esse espaço?
São 14 operações [no Taste Lab Tamboré] e a gente conseguiu trazer com exclusividade, por exemplo, a primeira Camelo Pizzaria em shopping. Isso é um marco. Trouxemos Vinil Burger. Quando a gente fala de ser um o Taste Lab, o lab é muito disso também, conseguir trazer o que não é óbvio pro shopping. Trouxemo Riconcito Peruano, próprio Prima Porteña (…), Jun Sakamoto, estrela Michelin. (…) A proposta do Taste é de ser esse espaço gastronômico, coletivo, gourmet, food hall. Cada um às vezes tenta tangibilizar do jeito que fica mais claro, mas é muito inspirado nesses food halls que a gente vê aí pelo mundo, mas com a nossa regionalizada.
Você acha que esse objetivo de democratizar, de trazer o que é novo para o seu cliente, foi atendido? Vocês conseguem mensurar isso?
Só de eu conseguir trazer um Jum num formato de um box de 18 m² isso já mostra o quanto a gente consegue cumprir esse papel da democratização da alta e da boa gastronomia que a gente fala. E hoje a gente tem em torno de 15/20% do nosso fluxo que passa no shopping entrando no Taste e tendo essa experiência.
Como vocês se organizaram, enquanto área de marketing, para que o Taste Lab fosse perene e desse certo?
De fato, ele tem toda uma curadoria. A gente precisa fazer um acompanhamento com os operadores, porque é maravilhoso trazer um Camelo, um Vinil, um Rinconcito, só que são operações que nunca trabalharam em shopping. Então até todo mundo aprender a conviver e estar junto, a gente tem esse acompanhamento muito de perto. Além das reuniões que eu tenho com o lojista do shopping que a gente faz, que a gente junta todo mundo no cinema, passa planejamento de marketing, a gente tem os lojistas do Taste, a gente tem toda uma programação. (…)Todos os finais de semana a gente precisa continuar trazendo vida para ele, então eu tive que formar um Instagram próprio para ele. Hoje a gente tem uma estratégia de PR para ele, uma estratégia de digital, toda essa parte de entretenimento. (…) É quase um outro shopping dentro do shopping.
O que você acha mais desafiador nesse produto?
Essa conciliação. Entender que ele é produto próprio, então ele tem que ter as suas ações. Não pode ser simplesmente uma extensão das ativações do shopping.
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