Tendência de pesquisa de mercado

Você é o que você come. Ou será que você come o que você é? Trabalhando com pesquisa de mercado e varejo, uma das nossas funções é prestar atenção às tendências que rondam esse universo. E o uso da comida como marcador de identidade e status social tem crescido cada vez mais, principalmente entre a geração Z.

É verdade que o tal do “food is the new fashion” não é novidade no mundo da pesquisa. As foodprints já entraram no mercado da moda e a associação entre moda e comida ganhou, recentemente, até uma exposição em Nova Iorque.

Mas pensando no varejo e no comportamento do consumidor, o pós-pandemia – e a geração Z – têm levado essa associação a outros lugares. Isso porque durante o tempo de isolamento, as pessoas passaram a buscar pequenos prazeres e luxos no dia a dia, simplesmente porque não era possível ter acesso outras fontes de entretenimento. Daí o crescimento das fotos de pratos de comida, das pessoas fazendo atividade física ou envolvidas em outras atividades cotidianas.

Mas o que se percebe é que a geração Z não só embarcou nessas trends como passou a romantizar os aspectos mais simples e corriqueiros da vida. E eles são valorizados com imagens bem produzidas ou vídeos curtos que mostram como esse cotidiano – e a comida – são também símbolos de status social e marcadores de identidade.

Comida nos shoppings

E o varejo precisa estar atento para surfar também nessa onda. Como? Buscando formas de transformar atividades simples e cotidianas em algo gostoso, que traga alguma satisfação para o consumidor.

Recentemente conversamos com Malu Thomé, gerente de marketing do Shopping Tamboré, sobre o Taste Lab Tamboré. E durante a entrevista ela contou que uma das inspirações para criação do espaço foi justamente o conceito “food is the new fashion”. E a demanda dos clientes por mais espaços de convivência e lazer.

O shopping, então, transformou parte do seu espaço para receber restaurantes e chefs reconhecidos internacionalmente, num local para experimentação de pratos a preços acessíveis. A ideia, como Malu contou no podcast, é democratizar a boa gastronomia. E, claro, fidelizar os clientes, gerar fluxo para o shopping e potencializar conexões com os consumidores. O espaço, hoje, tem instagram próprio e uma programação de atividades independente do shopping em si. E o modelo se transformou em um produto da Allos, presente em outros empreendimentos da empresa.

Entender o potencial que a gastronomia pode ter para oferecer entretenimento ao consumidor e gerar conexões com os clientes. Esse é o desafio dos shoppings diante desse movimento dos consumidores.

Outras notícias do blog da Fronte