Novo ano, hora de revisar a lista de tendências de varejo, certo? As previsões para 2025 trazem poucas mudanças bruscas e muito aprofundamento de movimentos que já vêm se desenhando há alguns anos.
Por exemplo: o avanço da tecnologia e as mudanças climáticas trazem à tona a preocupação com a sustentabilidade e com o papel das marcas nesse novo mundo.
Neste post, vamos explorar as principais tendências que irão moldar o varejo em 2025, desde a hiperpersonalização da experiência de compra até o fim da abundância e a preocupação com consumo circular.
1. Comércio subconsciente e concierge de compras
A tecnologia está cada vez mais presente nas nossas vidas. E naturalmente, uma das tendências de varejo é o uso de inteligência artificial para decodificar dados e prever, cada vez mais rapidamente, as necessidades dos consumidores, oferecendo produtos personalizados e se antecipando a demandas com base em comportamentos passados. Com o comércio subconsciente, as marcas poderão analisar o comportamento de compra dos clientes e oferecer produtos que se adequem aos seus interesses e preferências.
Além disso, o conceito de concierge de compras está se tornando cada vez mais popular. Sabe a figura dos conscierges nos hoteis, que estão ali para proporcionar uma experiência cada vez melhor aos hóspedes? O conscierge de compras funciona mais ou menos da mesma forma. Com a ajuda de assistentes virtuais, os consumidores poderão receber recomendações personalizadas de produtos, agendar entregas e solicitar serviços de personalização.
Isso mostra que a coleta e análise de dados se tornaram essenciais para as marcas entenderem o comportamento do consumidor e aprimorarem suas estratégias de marketing e vendas. Os dados permitem identificar padrões de consumo, prever demandas e oferecer produtos e promoções mais relevantes para o público-alvo.
2. Consciência sobre o fim da abundância
Com o esgotamento dos recursos naturais e a crescente conscientização sobre o impacto ambiental, uma das tendências de varejo é as marcas buscarem alternativas mais sustentáveis para seus produtos e processos. Nesse contexto, um movimento que já vem ganhando corpo há alguns anos é a economia circular, que visa reduzir o desperdício e promover a reutilização e a reciclagem de materiais. Esse assunto já foi tema pelo menos das duas últimas edições da NRF e mostra o quanto é determinante que as marcas não só invistam em embalagens sustentáveis, mas também cuidem de toda a sua cadeia de produção, incluindo logística reversa para devolução de produtos e oferecendo opções de conserto e reparo.
3. Redes sociais como canais de venda
As redes sociais se tornaram uma importante plataforma de comunicação e interação entre marcas e consumidores. Além de serem usadas para divulgar produtos e serviços, funcionando como uma espécie de vitrine das lojas, Instagram e Tik Tok têm ganhado importância e relevância como canais de venda.
Vale, então, rever as estratégias de social commerce, com a criação de lojas virtuais dentro das redes sociais e a integração de plataformas de pagamento. Além disso, o uso de influenciadores digitais e do chamado UGC – user generated content – para promover produtos e serviços tem se mostrado uma estratégia eficaz para conversão das interações e do engajamento em vendas efetivamente.
4. Collabs inovadoras
As parcerias entre marcas de diferentes setores estão se tornando uma das tendências de varejo deste ano. Essas colaborações, conhecidas como collabs, permitem que as marcas alcancem um público mais amplo e ofereçam produtos e serviços inovadores.
Por exemplo, uma marca de roupas pode se associar a uma marca de tecnologia para desenvolver roupas inteligentes. Ou uma marca de alimentos pode se associar a uma marca de cosméticos para criar produtos com ingredientes naturais.
5. Economia indoor e aquecimento global
Com o aumento das temperaturas e a preocupação com o aquecimento global, o comércio indoor está se tornando cada vez mais popular. As marcas estão investindo em espaços climatizados e confortáveis, oferecendo uma experiência de compra agradável e memorável, independente do clima.
6. Novas ferramentas de busca visual
As novas tecnologias estão mudando a forma como os consumidores pesquisam e compram produtos, já que ferramentas de busca visual permitem que os consumidores encontrem produtos semelhantes a partir de uma imagem ou de um objeto físico.
Uma das tendências de varejo é essa tecnologia sendo usada para encontrar roupas, móveis, decoração e outros produtos. As marcas precisam se adaptar a essas novas formas de busca e oferecer produtos que sejam facilmente encontrados por meio dessas ferramentas.
7. Clubes de assinatura
Os clubes de assinatura estão se tornando cada vez mais populares, com consumidores pagando uma taxa mensal ou anual para receber produtos ou serviços regularmente. Eles podem ser uma ótima opção para as marcas que desejam criar um relacionamento mais próximo com seus clientes e oferecer produtos exclusivos e personalizados – além de ter uma receita mais previsível.
8. IA para gestão de estoque, precificação e adaptação de estratégias de marketing
Outras das tendências de varejo é a inteligência artificial sendo usada para otimizar a gestão de estoque, definir melhor o preço dos produtos e orientar estratégias de marketing em tempo real. É um movimento que já vem se desenvolvendo há alguns anos e deve ser cada vez mais aprimorado.
9. Realidade virtual para testar móveis ou decoração em casa
A realidade virtual está se tornando uma ferramenta cada vez mais popular para as marcas por permitir que os consumidores testem produtos em casa antes de comprá-los. É possível, por exemplo. visualizar como um móvel ficaria em sua sala de estar ou como uma pintura ficaria em sua parede. As marcas de tintas já fazem isso há algum tempo e cada vez mais indústrias devem aderir a essa tecnologia.
10. Ascensão do varejo hiperlocal
Com o aumento do custo de vida e a preocupação com a poluição, os consumidores estão buscando opções de compra mais próximas de casa. O varejo hiperlocal é outra das tendências de varejo pois está se tornando cada vez mais popular, com as marcas oferecendo produtos e serviços em lojas físicas e online em comunidades locais.
As marcas precisam se adaptar a essa tendência e investir em estratégias de marketing e distribuição que atendam às necessidades dos consumidores locais.
Fonte para boa parte das tendências: relatório WGSN.
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