O que você precisa saber sobre o ‘novo varejo’

Brasileiros esperam que o shopping se transforme em um grande hub de produtos e serviços e elevem a sua experiência a outros patamares.

O papel do shopping na vida das pessoas está mudando. Antes considerado um grande conglomerado de lojas, hoje vem se transformando em um espaço de convivência e comodidades. Estamos falando de um verdadeiro ecossistema, com facilidade de acesso a serviços diversos e segurança.

Para evitar que o seu shopping se torne obsoleto, é possível adaptar-se. Mas como fazer isso?

Completo e facilitador

Uma das demandas dos consumidores é encontrar, em um único lugar, quase todos os serviços de que necessitam. O shopping pode ser um espaço de compras onde, além das lojas, seja possível encontrar também consultórios, clínicas, spas, escolas, universidades, casas de show ou mesmo espaços para trabalhar, assistir aulas à distância ou fazer trabalhos em grupo. Essa demanda é praticamente unanimidade entre todos os segmentos e regiões do Brasil, de acordo com pesquisa exclusiva realizada pela Fronte no final de 2021.

Outro ponto importante é pensar na convergência entre físico e digital. Isso significa, além de disponibilizar o seu produto em alguma plataforma online – que pode ser proprietária ou marketplaces – pensar também na organização de pontos de retirada de produtos comprados online. Essa é uma iniciativa importante para o público mais jovem (entre 16 e 24 anos) e para moradores da região Sul do Brasil. E a iniciativa vale independentemente da plataforma de comércio eletrônico utilizada – Amazon, Mercado Livre, e-commerce da própria loja ou mesmo WhatsApp.

Arquitetura e decoração

No empreendimento em si é importante ficar atento a todo o seu ecossistema, como tratamento e uso de água, descarte de resíduos e consumo de energia, por exemplo, para garantir a sustentabilidade do negócio. Esse ponto é mais sensível para consumidores da classe C e moradores do Rio de Janeiro, que desejam um shopping sustentável em todos os seus aspectos.

Não se esqueça, ainda, da parte visual. Invista em um design convidativo, dinâmico e que traga, cada vez mais, a natureza para dentro do empreendimento. Uma das tendências com maior apelo junto à classe AB é a oferta de espaços ao ar livre, mas ela faz pouco sentido para consumidores brasileiros do Norte e Nordeste, visto que apenas 12% deles apoiam a ideia.

Tecnologia

Inovações tecnológicas também têm seu espaço no novo shopping. Já pensou em criar uma loja conceito com atendimento autônomo e tecnologia que permita selecionar os produtos, provar e pagar? Essa é uma demanda de 29% dos consumidores brasileiros e os provadores virtuais, particularmente, atraem 32% dos consumidores do Norte e Nordeste.

Se o público do shopping é mais jovem, entre 16 e 24 anos, por exemplo, vale investir em produtos customizáveis na hora. Quanto mais jovem é o consumidor, maior é o seu desejo por produtos personalizados.

Pequenas mudanças

Mas não é preciso fazer grandes mudanças de uma única vez para se preparar para o futuro. Pequenos ajustes já fariam a diferença para boa parte dos consumidores, como pensar em horários de funcionamento alternativos. Algo que atrai 30% dos consumidores brasileiros e tem um apelo maior entre os mineiros (39%). Já a possibilidade de reservar vagas no estacionamento com antecedência é mencionada por 26% dos paulistas.

Para saber mais sobre a pesquisa que deu origem a este post, acesse aqui.

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