Confira este papo sobre maternidade real e o papel do varejo nesse momento da vida das suas clientes.
Em comemoração ao Dia das Mães, convidamos cinco mães para um papo super sincero sobre as mudanças enfrentadas pelas mulheres na maternidade e seu reflexo no comportamento de compra. São elas: Andreia Vidal (gerente de marketing na brMalls e mãe da Luísa), Elizabeth Rios (head de operações na unico IDTech e mãe da Alice), Camila Zanona (consumidora, profissional de call-center e mãe da Cecília e do Heitor), Juliana Piai (sócia da Fronte e mãe da Laura) e Taís Bahov (head de comunicação da wpcoms e mãe da Luísa) .
A visão sobre maternidade
Todas as nossas entrevistadas têm uma certeza: a maternidade é especial e é a experimentação de um amor nunca sentido antes. Mas, nem por isso, elas deixam a sinceridade de lado ao falar sobre os perrengues enfrentados. Para Elizabeth, a sua visão romântica lhe impediu de entender antes que essa é uma função cansativa e solitária. “Acho que todas as mães são mães solo, independente do estado civil. A carga mental em cima da mulher é muito mais pesada.”
E somado a isso ainda existe o âmbito profissional. Juliana se sente completa sendo mãe, mas diz que não gosta da visão romântica que as pessoas fazem da maternidade, de que tudo é perfeito. “Minha rotina de mãe e empreendedora é bastante difícil”. Já Tais abre seu coração ao dizer que ser mãe é um grande exercício de altruísmo. “Preciso diariamente parar e tentar me colocar no lugar da minha filha.”
É papel dos shoppings simpatizarem com esse turbilhão de sentimentos vividos pelas suas clientes? Achamos que sim, especialmente se quiserem se conectar com essa nova consumidora.
A força do Dia das Mães para o varejo
O Dia das Mães é a segunda data comercial mais relevante do ano para o varejo. Os lojistas planejam estoques e ofertas e os shoppings bolam ações para atrair esse público na data. Andrea e Juliana entendem bem disso. A primeira é gerente de marketing em uma grande administradora de shopping centers e a segunda é sócia-fundadora da Fronte, uma empresa de pesquisa com foco em varejo e comportamento do consumidor. Além do segmento de atuação, elas têm em comum o entendimento de que o varejo, de forma geral, precisa evoluir. “É preciso entender que o maternar e as necessidades das mulheres mudaram com o passar dos anos”, diz Juliana.
Mas algumas coisas não mudam. Andreia explica que “por mais que os shoppings tentem fugir do ‘comprou, ganhou’, o lojista e o público já esperam por isso. O que mudou é o tipo de prêmio. Antes era normal dar produtos de beleza e de casa, hoje em dia é preciso pensar com o que esse público se conecta de verdade”.
Quando se pensa em ações promocionais, é necessário trazer uma visão mais pessoal, principalmente no que diz respeito à maternidade real, pois as mulheres não se identificam mais com o conceito de “supermulher”. E como fazer isso? Promovendo uma rede de apoio para as mães, oferecendo espaço para conversas e troca de experiências. O shopping pode – e deve – possibilitar essa troca com pessoas diferentes, mas que têm algo em comum.
Consumo após a maternidade
Com a chegada de uma nova pessoinha em suas vidas, as mulheres passam por diversas transformações, entre elas a mudança em seus corpos e na maneira de pensar. Mas como isso impacta o modo de consumir produtos e serviços?
É unânime. O foco nesse momento é conforto, praticidade e, claro, suprir as necessidades dos filhos. Estudos apontam que nos primeiros anos da maternidade, as mulheres deixam de comprar produtos de beleza e cabelo em detrimento a outros itens considerados mais essenciais. Além disso, tempo livre para passar algumas horas olhando vitrines nos shoppings e comprar roupas e sapatos com o único objetivo de estar na moda já não são uma realidade.
“Eu era viciada em um e-commerce de beleza. Mas desde a metade da minha gestação não comprei mais nada. Ou melhor, a última compra que fiz foi uma caixinha de algodão para a Alice”, conta Elizabeth, que sempre prioriza a praticidade em suas escolhas. “Eu só compro em lojas de departamento, tenho pânico de alguém vir me atender. Adoro lojas com autoatendimento”. Mas, calma, pois há uma luz no fim do túnel. “Depois de 5 anos sinto que agora estou voltando a consumir por mim. A sacolinha com algo para a Laura vai continuar existindo, mas me vejo agora como consumidora com foco em mim”, diz Juliana.
Outra preocupação que fica mais latente com a maternidade é a preocupação com a saúde. Camila confidencia que após ter seus filhos, ela começou a consumir produtos mais saudáveis e naturais, pensando no bem-estar de todos.
A adaptação dos shoppings
A pandemia, e a consequente explosão das compras online, também teve grande influência na mudança do comportamento de compra da brasileira. Os shoppings precisaram aprender a viver com essa nova realidade. Andreia conta que na brMalls, por exemplo, todos os shoppings disponibilizam um assistente de compras, que tira fotos dos produtos e manda as opções para os clientes via WhatsApp, com link de pagamento e entrega no mesmo dia dependendo do horário da compra. É isso. Os shoppings precisam pensar em soluções para resolver a vida dos seus clientes de forma prática e rápida, gerando uma fidelização.
Para ouvir a conversa na íntegra, acesse o nosso podcast “Nos Corredores do Varejo”.