Mulher e empreendedora: conheça Juliana Piai

Sócia da Fronte, mãe da Laura, esposa do Edson, formada em Relações Públicas e, nas horas vagas, crítica de séries. Mas não é – só – isso que define Juliana Piai. Ela é muito mais. Uma apaixonada pela análise do comportamento humano e que sempre soube onde queria chegar. Neste dia internacional das mulheres, conversamos com a pesquisadora sobre os desafios e prazeres da vida de empreendedora. Está imperdível, confira!

Qual sua opinião sobre a comemoração do dia das mulheres?

“Acredito que o dia das mulheres precisa sim ser comemorado, mas não romantizado. Para mim, o dia 8 de março serve para lembrarmos de todas as mulheres que lutaram pelo nosso direito à liberdade. Não é sobre ganhar flores e bombons, mas sim sobre exaltar essas mulheres fortes que vieram antes de nós.”

Para você, o que é ser uma mulher empoderada?

“É a mulher que pode ser o que ela quiser, sem se preocupar com opiniões alheias, especialmente as masculinas. Pra mim, não existe um perfil único da mulher empoderada, ela pode ser empreendedora ou dona de casa, não importa. É sobre ter liberdade de escolha. E eu sempre soube, desde novinha, que eu seria uma mulher empoderada.”

A Juliana é diferente na vida pessoal e na vida profissional?

“Não me vejo de uma maneira muito diferente na vida pessoal e profissional. Minhas características mais marcantes se repetem: tenho opinião forte, sou empática e também incisiva. Acho que a diferença está na postura que preciso adotar, dependendo da situação. Especialmente por causa dos últimos anos, tento levar a vida com mais leveza. E confesso: sou muito mais organizada na vida profissional do que na pessoal.”

Quais foram os maiores desafios ao empreender sendo mulher?

“Empreender sendo mulher foi mais desafiador do ponto de vista familiar. Conciliar a família com a criação de uma empresa foi complicado, especialmente porque eu estava em casa, em lockdown, com uma filha pequena. Mas eu tenho uma rede de apoio sensacional. Meu marido é muito companheiro e sempre toma à frente de situações da casa e da família.”

Para você, qual a principal diferença entre ser empregada e empreendedora?

Empreender requer uma dedicação infinitamente maior do que quando se está em uma empresa como funcionária. Veja bem, grande parte do meu tempo sempre foi dedicado ao trabalho, mas como funcionária eu podia focar em um projeto e ir até o fim. Agora, como empresária, meu foco é muito mais amplo, são muitos assuntos diferentes que precisam da minha atenção.”

Como você procura conciliar trabalho e maternidade?

“Organizando criteriosamente a minha rotina de trabalho para ter tempo de qualidade com minha filha. Se eu estou com ela, a minha atenção é só para ela. E como eu trabalho de forma remota isso me permite ter mais flexibilidade. Posso trabalhar de qualquer lugar e isso me ajuda a equilibrar a maternidade e o trabalho.”

Quais conselhos você daria para as mulheres que estão iniciando sua carreira no segmento de pesquisa?

“Estudem muito! A pesquisa é dinâmica, ela não para no tempo. É preciso acompanhar a evolução dos conteúdos e das análises e, o mais importante, ter ao seu lado pessoas que você admira, que te ensinem algo e nas quais você possa se espelhar diariamente.”

Como líder, quais valores/soft skills você procura em um profissional?

“Além do básico, que é honestidade e confiabilidade, procuro para a minha equipe pessoas resilientes e que consigam se adaptar às mais diversas situações que o mercado impõe. Acredito que essas habilidades são das mais importantes para um bom profissional. Precisamos ser adaptáveis. De resto, tudo se aprende. Inclusive, eu aprendo muito com a nova geração todos os dias.”

Você tem alguma dica de série sobre empoderamento feminino?

“Sou maníaca por séries! Adoro relaxar vendo uma boa série e as com protagonistas femininas são as que eu mais gosto de assistir. Me interesso demais pela história do feminismo e a luta das mulheres pelos seus direitos básicos, mesmo as que não deram certo. Algumas sugestões que valem a pena:

  • The Handmaid’s Tale (Paramount+)
  • Fleabag (Amazon Prime Video)
  • Anne With an E (Netflix)
  • Coisa Mais Linda (Netflix)
  • As Telefonistas (Netflix)

Para finalizar, como você se sente hoje?

“Me sinto vitoriosa! Sei que tive muitos privilégios e reconheço isso. Eu pude escolher a minha carreira, me dedicar aos estudos e minha família sempre me apoiou bastante. Para somar, tive bons mestres e mulheres fortes ao meu lado. Mas isso não significa que eu não tenha lutado e continue lutando para alcançar tudo o que almejo.”

Gostou de conhecer mais sobre a Juliana?

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