Tudo sobre shoppings no Brasil

Descubra os segredos do mercado de shoppings no Brasil com Eduardo Gribel

Empreender em um mercado tão particular quanto o de shopping centers é uma tarefa desafiadora, mas nosso convidado tem um conhecimento admirável sobre o assunto. Eduardo Gribel, fundador da Tenco Shopping Centers e conselheiro da Abrasce, participou do nosso podcast “Nos Corredores do Varejo” e compartilhou um pouco da sua experiência e visão sobre este mercado.

Quer entender mais sobre o universo dos shoppings? Confira as respostas de Eduardo:

Além de empreendedor, você é conselheiro da Abrasce. Como é o convívio do time para pensar no futuro da indústria de shoppings?

“Faço parte do conselho da Abrasce há 6 anos e nosso maior trabalho é para defender a indústria. Fora de lá somos concorrentes, mas quando é para defender a indústria, existe um foco e uma determinação conjunta para buscar soluções para os problemas do mercado. Somos um time muito unido.”

Nos últimos 4 anos houve duas fusões gigantescas no setor de shoppings, mas, fora isso, não presenciamos grandes movimentos de consolidação. Existem chances de isso acontecer ainda?

“Eu não tinha dúvidas lá por volta de 2012 e 2013 que o caminho seria uma consolidação muito grande do setor. Mas isso não aconteceu e, hoje, eu não sei se acontecerá. Isso porque essas fusões que estão acontecendo são de grandes empresas e não as vejo em busca de aquisições de empreendimentos menores. Acho que o momento da consolidação do mercado – que hoje está pulverizado – passou. Talvez uma fusão entre as grandes ainda possa acontecer, mas o mercado brasileiro ainda vai continuar bem pulverizado. A tendência, acredito que será uma diversificação no uso dos shoppings.”

Ainda tem espaço para o mercado de outlet no Brasil?

“É um mercado que não conheço profundamente, mas tenho dúvidas, pois o lojista brasileiro sempre teve um preço bom. Por outro lado, o Outlet Premium de Campinas e o Catarina Fashion Outlet foram um sucesso. O espaço existe, mas é um setor muito limitado, na minha opinião, porque depois que houver 20 equipamentos perto das grandes regiões não haverá mais espaço. Já o mercado de shopping centers ainda tem muito potencial de crescimento e viabilização dos negócios de varejo no Brasil.”

Pode falar mais sobre o conceito Town Center aplicado nos seus novos empreendimentos?

“O Himalaya Town Center, por exemplo, é um empreendimento localizado em uma região bem nobre, que fica em volta de uma praça de 21 mil metros quadrados. Essa praça faz a conexão de todas as áreas: residencial, comercial, de entretenimento e do shopping. Tudo fica em só lugar, que acaba aglutinando todo o entorno. Existe uma tendência para que as cidades grandes tenham centralidades que atendam a população que esteja a, no máximo, 15 minutos de carro. O town center e a centralidade urbana são muito importantes hoje para o crescimento das cidades, pois têm a capacidade de segurar a população, evitando tráfego urbano.”

Ficou curioso para ouvir a conversa completa, acesse o nosso canal no Spotify: Nos Corredores do Varejo.

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