NRF 2022: o que moldará o varejo nos próximos anos

Após dois anos da sua última edição, o evento NRF 2022 reuniu mais de 20 mil participantes em Nova York para discutir as novas demandas do varejo

Geração Z, omnicanalidade, social commerce, sustentabilidade, metaverso e NFTs… Esses foram apenas alguns dos temas abordados durante a NRF 2022: Retail’s Big Show, maior evento de varejo do mundo que contou com a participação de grandes líderes do mercado.

Confira aqui o que foi discutido durante o encontro:

Desvendando a geração Z

Segundo Kate Ancketill, CEO do GDR Creative Intelligence, a integração de canais (omnicanalidade) não é importante para os consumidores nascidos entre 1995 e 2010 e, portanto, não deveria ser uma prioridade para os varejistas. “A geração Z é app first, vive e gasta o equivalente ao PIB da Islândia no TikTok e já abraçou realidade aumentada e realidade virtual faz tempo”, pontuou a executiva.

Para esses consumidores a barreira entre o virtual e o físico não importa, pois estão acostumados a fazer suas compras de forma não linear, para tirar o melhor proveito de cada um desses mundos. Portanto, é preciso ter um pensamento disruptivo quando se fala nos hábitos de consumo dessa nova geração.

Social commerce, o queridinho dos jovens

A venda de produtos pelas redes sociais movimentou cerca de US$ 51,2 bilhões na América do Norte só no ano passado. Mas veja que curioso, mesmo utilizando redes sociais, assistentes virtuais ou live de vendas, a geração Z quer ter a possibilidade de retirar os produtos nas lojas físicas.

O que nos leva a outro ponto importante: os consumidores estão cada vez mais exigentes e esperam mais agilidade nos prazos de entrega dos produtos comprados online, em até poucas horas preferencialmente. Esse conceito é conhecido como quick commerce ou apenas q.com.

Loja física: firme e forte

Sobre o calcanhar de Aquiles de muitos varejistas, não há o que temer. Uma pesquisa do IBM Institute for Business Value e da NRF constatou que as lojas físicas não perderam importância: 72% dos entrevistados fazem todas as suas compras ou parte delas pessoalmente. Aqui no Brasil esse percentual chega a 44, conforme pesquisa realizada por nós recentemente.

Segundo John Furner, presidente e CEO do Walmart: “Os consumidores adoram o comércio eletrônico em todas as suas formas, mas também adoram ir à loja”. Um exemplo recente disso é inauguração da Amazon Style, nova loja física de roupas que ficará na Califórnia. A experiência do consumidor será totalmente híbrida, ele poderá fazer suas compras pelo app, checar todas as informações das peças e enviá-las para o provador ou para o balcão de retirada.

Foco no meio-ambiente e na sustentabilidade

A pauta sustentabilidade continua em alta. Segundo pesquisa da Deloitte, 72% dos entrevistados acreditam que a mudança climática é uma emergência e 55% compraram um produto ou serviço sustentável nos últimos tempos. Está cada vez mais claro que os consumidores mais jovens querem mudanças reais e levam esse assunto muito a sério.

Tanto que o re-commerce, ou a comercialização de produtos de segunda mão, vem crescendo. Há uma previsão de que em 2030 este mercado ultrapasse o faturamento do mercado de fast fashion, segundo relatório do ThredUp.

Metaverso e NFTs são uma realidade

Embora ainda bastante incipiente, o metaverso se popularizou em 2021 e segue crescendo. A Bloomberg Intelligence estima que esse mercado deve chegar a US$ 800 bilhões em 2024.

Marcas como Estée Lauder já estão apostando na união do mundo físico com o digital e a brasileira Liz Bacelar, diretora executiva da empresa, foi enfática ao dizer durante a NRF 2022: “Os avatares serão uma extensão do que somos e nós somos seres físicos”.

Outra tendência que está ganhando espaço no varejo são os NFTs, ativos específicos, com valores predeterminados. Mesmo ainda sendo uma incógnita para muitos, o mercado de tokens não-fungíveis disparou nos últimos tempos e empresas como Walmart, Nike, GAP e a própria Estée Lauder já estão comercializando seus próprios NFTs para promover seus produtos, formar opinião e entender as experiências de compra futuras. É algo que vale ficar de olho daqui para frente.

E você? Está preparado para o que está por vir?

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