Não há quem não goste de sentir aquele arrepio ao participar de um evento cheio de mágica, não é mesmo? E ninguém melhor para falar sobre a importância do lazer e entretenimento no shopping para os brasileiros do que Felipe Almeida, Entertainment Executive na The Walt Disney Company Brasil, e Sergio Camargo Molina, CEO na C+E. Eles possuem uma parceria de anos, levando experiências memoráveis para os clientes de shoppings de todo o Brasil.
Confira alguns destaques da conversa entre Juliana Piai, sócia da Fronte, Taís Bahov, jornalista da wp|coms, e os nossos convidados, durante o podcast “Nos Corredores do Varejo”:
A relevância do shopping brasileiro
A indústria de shopping center no Brasil pode ser considerada uma referência para outros países, especialmente quando se fala em entretenimento. Sergio, que possui vasta experiência na criação de eventos em shoppings, estuda profundamente os mercados internacionais e é contundente ao dizer que “os shoppings de todo o mundo deveriam aprender com o Brasil”.
Isso porque, aqui, o shopping tem um valor muito grande para a sociedade no aspecto social. Juliana analisa: “Estudamos o comportamento do consumidor e sabemos que essa relação é muito afetiva e emocional. Todo brasileiro tem uma história para contar que já aconteceu em algum shopping”.
Para Felipe, o shopping na cultura do brasileiro é muito mais do que um centro de compras, ele é um local aonde as pessoas vão para passear, ir ao cinema ou tomar um café. E a compra é uma consequência disso.
O entretenimento como estratégia no shopping
Além de reconhecimento de marca, a proximidade com o consumidor é um grande motivo para as marcas investirem em ações de entretenimento. No caso da Disney, por exemplo, tudo é pensado para melhorar a experiência do cliente. Do detalhe mais simples ao mais complexo. “A gente sempre se preocupa muito com o que o consumidor vai encontrar ao chegar no nosso evento. Ele precisa ter a famosa experiência Disney!”, diz Felipe.
E o shopping é um parceiro muito importante na estratégia de ativação das empresas. Mas é uma via de mão dupla. Diferente do que acontece nos Estados Unidos, aqui no Brasil os shoppings buscam marcas importantes para lançarem eventos em seu espaço. Mas isso só acontece porque, desde que seja um evento bem-feito e relevante, o retorno é garantido. Seja no estacionamento, no aumento do fluxo na praça de alimentação ou nas compras não programadas.
“O marketing precisa analisar esses eventos pelas perspectivas certas, em números absolutos. Um evento pode salvar o faturamento de um dia de uma loja ou até mesmo diminuir o seu prejuízo”, explica Juliana.
Tendências de entretenimento
O entretenimento serve para fazer pessoas felizes, criando momentos e memórias. Pura e simplesmente. Mas o mundo muda e o comportamento do consumidor também, por isso é preciso ficar de olho nas tendências. Felipe acredita que logo menos a onda dos espaços instagramáveis dará lugar a eventos com experiências imersivas, com muita projeção de luz. Como, por exemplo, as exposições do Van Gogh e Monet.
Sergio ainda dá uma outra dica para quem quer ficar por dentro das novidades da indústria de entretenimento: olhar o mundo dos parques de diversão, especialmente os da Ásia. Há muita inspiração por aí.
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