Você sabe o que é pesquisa visual?

Com um smartphone no bolso, qualquer pessoa pode apontar a câmera para um objeto e a partir da imagem identificar um produto, um lugar, uma planta ou uma marca.

A pesquisa visual (que, cá para nós, não é uma novidade!) tem crescido nos últimos anos, principalmente entre os nativos digitais. Um estudo feito pela eMarketer, no Reino Unido e Estados Unidos, mostrou que no futuro a possibilidade de pesquisar por imagem ao fazer uma compra será um fator decisivo para os millennials.

Isso porque esta forma de pesquisar produtos vai ao encontro de um hábito natural do ser humano: buscar referências visuais o tempo todo. Pense em você mesmo na vitrine de uma padaria: observa, registra as imagens que vê e decide sua compra. Isso faz parte do processo natural de muitas escolhas.

Como funciona

O conceito de pesquisa visual vai além da já conhecida pesquisa por imagem, que em geral usa apenas o texto acoplado às imagens como forma de busca.

No caso da pesquisa visual, a própria imagem é a principal fonte de consulta. Por meio de Inteligência Artificial, Machine Learning e outras tecnologias avançadas, os mecanismos de pesquisa entendem os elementos que a imagem traz e apresentam ao consumidor as opções mais próximas e relevantes àquele contexto.

É um sistema complexo que vem sendo aperfeiçoado por gigantes da tecnologia como o Google, que desenvolveu o Google Lens. Com este aplicativo é possível, por exemplo, identificar a raça de um animal que você viu em um parque e não sabe o nome. Outra possibilidade é fazer a busca de um item de vestuário que você viu alguém usando e gostou.

O aperfeiçoamento da tecnologia deve deixar a pesquisa visual cada vez mais comum. Imagine as possiblidades para um e-commerce?

Uma tecnologia que melhora a experiência do consumidor

Do ponto de vista do consumidor, a pesquisa visual traz novos hábitos e uma maneira muito prática de acessar os produtos. Afinal, é só usar a câmera do celular estando em qualquer lugar.

Já do ponto de vista das empresas, a pesquisa visual traz uma nova forma de se relacionar com os clientes, que vão buscar resultados precisos com esse tipo de interação em tempo real.

É preciso olhar para essa tecnologia como oportunidade de criar uma experiência ao cliente, que poderá ser guiado pela sua jornada de compra com pouca burocracia e muita personalização. Imagens de alta qualidade, extensos bancos de dados, busca por padrões de busca, características visuais, as possibilidades para a melhoria de experiência são diversas!

Quando as marcas e empresas facilitam a jornada, dando oportunidade para o consumidor fazer algo de forma simples, rápida e prazerosa, sem dúvida ganham a confiança dele. É sempre importante pensar que o universo digital é amplo e cheio de possibilidades. Mas é, também, um universo interconectado e a análise dessas conexões é fundamental para gerar insights e a pesquisa visual é um elo cada vez mais forte dessa corrente.

Por que a guerra de tarifas internacional impacta o varejo brasileiro 

A recente entrevista de Deborah Magagna no podcast “Nos Corredores do Varejo” trouxe à tona um tema crucial para o setor: a guerra internacional de tarifas e seus impactos no varejo brasileiro. A seguir estão os principais pontos abordados na entrevista, que você ouve na íntegra em nossos canais no Spotify ou no Youtube

Como as barreiras comerciais impostas lá nos Estados Unidos impactam o varejo brasileiro 

A guerra das tarifas, encarece os produtos em cadeia e isso vai chegar no consumidor final em forma de um preço mais alto. Assim começa a se desenhar um processo inflacionário lá nos Estados Unidos que parece estar muito distante, mas não está.  

Isso porque a expectativa de alta de inflação nos Estados Unidos pode chegar no Brasil, por exemplo, dificultando que uma pessoa financie uma moto ou outro bem durável, como linha branca. Se a gente começa a ter uma expectativa de inflação alta, o mercado financeiro já tem quase uma ideia de qual vai ser o remédio (porque ele é sempre o mesmo): juros mais altos. E ainda que essa taxa de juros não vá fazer a inflação cair, o mercado já se antecipa sabendo desse remédio e começa a negociar títulos de dívida do tesouro americano com taxas cada vez mais altas. Nesse momento de incerteza, esses títulos se tornam um porto seguro. 

Para tentar atrair investidor para o Brasil, os juros também sobem por aqui. E assimchegamos na pessoa que quer financiar uma moto, ou quer pegar um crédito. Quando os juros ficam mais altos, os bancos cobram mais caro para emprestar dinheiro e o financiamento, que antes podia caber no bolso da pessoa, agora já não cabe mais. 

Com juros altos aqui no Brasil, o risco de inadimplência aumenta. E como os bancos começam a ver mais risco, emprestam menos. Se o crédito some e o consumo também começa a diminuir, a economia vai esfriando. E se a empresa começa a vender menos , principalmente naqueles setores que são mais dependentes de crédito, ela começa a produzir menos também. 

Quando a gente tem essa perspectiva de demanda em queda, um setor urbano desaquecendo, começa a chegar o problema. Porque pode ser que não seja só o crédito que a pessoa vai ficar sem, ela pode ficar sem o crédito e também sem o emprego. Com massa salarial e rendimento menor, isso vai virando uma bola de neve. 

Essa guerra de tarifas traz perspectivas de tempos difíceis para o varejo? 

Não só pelo governo Trump. A gente também tem uma pressão por juros aqui no Brasil. E o varejo é um dos setores mais sensíveis em relação a Selic. 

De onde vem a inflação dos alimentos? 

Ela está vindo de lugares que não têm sensibilidade a juros ou a esse contexto da guerra de tarifas. Ovo, café, são itens que estão caros por fatores de oferta global, fatores climáticos. Aumentar a Selic não vai fazer chover, nem vai fazer o café ficar com maior qualidade. Então, aumentar juros nesse contexto é um remédio amargo, duro, para controlar uma inflação que vai continuar pressionando. 

Por que ainda tempos a percepção de que a economia estar pior? 

Porque grande parcela da nossa população é muito afetada por inflação de alimentos. Principalmente as rendas menores, médias baixas. 

Então, mesmo o PIB sendo mais positivo, havendo crescimento, o desemprego muito baixo, a renda melhorando, esses indicadores macroeconômicos nem sempre chegam na vida das pessoas. Porque se antes a pessoa enchia um carrinho com 100 itens e hoje ela enche um carrinho com 50, com o mesmo valor, a percepção que fica é de que a vida piorou. 

O que pode ser feito, no curto prazo, para desacelerar esses preços? 

Tem algumas medidas que estão sendo feitas, mas no final das contas podem ter um impacto muito pequeno, principalmente se a gente está falando de setores que são mais oligopolizados. Quanto mais oligopolizado é o setor, mais tendência que tem disso virar lucro do que de fato baixar preço. 

Bets tiraram R$ 103 bilhões do varejo brasileiro em 2024 

As apostas online (bets) se consolidaram como um fenômeno de proporções gigantescas no Brasil. Elas movimentam um volume financeiro impressionante e, por isso mesmo, impactam diretamente no varejo e na economia nacional. Um estudo recente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), discutido no podcast “Nos Corredores do Varejo”, vem jogar luz – e dados – sobre esse impacto. 

No episódio “Bets já tiraram R$ 103 bi do varejo brasileiro”, Fábio Caldas recebeu Felipe Tavares, economista-chefe da CNC, para destrinchar os números e conclusões do estudo realizado pela entidade para entender como as apostas esportivas estão impactando o comércio nacional. 

Bets e o custo bilionário para o varejo 

A pesquisa da CNC estima que as apostas online desviaram R$ 103 bilhões do varejo brasileiro apenas em 2024. Esse valor representa um dinheiro que deixou de circular no comércio tradicional, afetando desde grandes redes até o pequeno lojista. Como o bolso do consumidor é um só, a alocação de recursos em bets está substituindo gastos essenciais e afetando diretamente o resultado do varejo. 

Freio no crescimento e inadimplência em função das bets

Felipe Tavares aponta que o montante movimentado pelas apostas pode custar ao Brasil um potencial de crescimento de até 1,5% do PIB. Ou seja, o país luta para crescer 2% ao ano mas poderia estar crescendo 3,5%. Na sua visão, o impacto das bets é sinal de alerta gravíssimo para o desenvolvimento econômico. 

Outro dado preocupante revelado pela pesquisa é o da inadimplência. Cerca de 1,8 milhão de famílias entraram em situação de inadimplência por conta das apostas online. Esse endividamento massivo restringe o acesso ao crédito, que é o motor do consumo na economia brasileira, e tira essas famílias da base ativa de consumidores por um longo período.  

O perfil do apostador 

Segundo a CNC, o perfil do jogador é formado principalmente por mulheres de mais baixa renda e escolaridade. Entretanto, a pesquisa também mostra que cerca de 70% dos universitários, com idade média de 21 anos, apostam regularmente no Brasil. Desses, 42% já enfrentam dificuldades financeiras. 

Felipe Tavares critica a estratégia de marketing predatória que tem posicionado as bets não como uma modalidade de jogo de azar, mas como uma opção de investimento, uma “salvação” para o orçamento familiar. Essa abordagem, muitas vezes promovida por influenciadores digitais que usam aplicativos “fake” para simular ganhos, leva milhões de brasileiros a decisões financeiras equivocadas. 

A pesquisa da CNC indica que o público feminino de menor renda e escolaridade é o mais vulnerável a essa sedução. A facilidade de acesso e a promessa de ganhos rápidos têm um apelo perigoso para quem já enfrenta dificuldades financeiras. Ao contrário de outros países, onde a casa de aposta é claramente reconhecida como tal, no Brasil o marketing dessas casas promete ganhos camuflando os riscos inerentes. 

Regulamentação das bets 

As bets são legais no Brasil desde 2018, mas a regulamentação ainda é um ponto crítico. Comparativamente, em países como os Estados Unidos, há uma maior maturidade no mercado de apostas e uma legislação mais robusta, que proíbe o marketing predatório e protege apostadores compulsivos, por exemplo. No Brasil, o cenário é mais complexo. Por isso a CNC defende direcionar as apostas para cassinos físicos, onde o controle sobre menores, jogadores compulsivos e lavagem de dinheiro seria mais fácil, além de gerar desenvolvimento regional através do turismo. 

Para uma análise mais profunda e todos os detalhes deste assunto complexo, porém urgente, ouça o episódio completo do podcast “Nos Corredores do Varejo” com Fábio Caldas e Felipe Tavares. Disponível no Youtube ou no Spotify

ESG: do papo à prática no varejo, com Diana Petta, gerente de marketing do Natal Shopping

A sigla ESG (Environmental, Social, and Governance) transcendeu o status de “tendência” para se firmar como um pilar estratégico e central para a longevidade e o sucesso de qualquer negócio. No varejo então, principalmente entre as marcas que precisam se conectar com as novas gerações, é essencial.

Nós já tínhamos aproveitado o nosso podcast, Nos Corredores do Varejo, para tratar do tema com Alexandre Sattos, gerente de ESG na Ancar. Desta vez focamos em como viabilizar as práticas ESG no dia a dia do shopping. Para isso trouxemos Diana Petta, gerente de marketing do Natal Shopping, que acabou de ser homenageado pela Câmara de Vereadores de Natal por ações voltadas ao público TEA (transtorno do espectro autista) e desenvolve diversas iniciativas focadas nos pilares ESG.

A discussão aprofundou-se em como a cultura ESG foi tecida no dia a dia da operação de um dos maiores shoppings do Nordeste. A seguir, os principais insights dessa conversa, que você ouve ou assiste na íntegra em nossos canais no Spotify e no Youtube.

ESG começa na cultura da empresa

Um dos pontos mais ressaltados por Diana foi a necessidade sinergia entre práticas de ESG e cultura organizacional. Ela defende que as iniciativas não podem ser ações isoladas da equipe de marketing e precisam estar intrinsecamente ligadas ao propósito da empresa, envolvendo cada membro da equipe, desde a alta liderança até os colaboradores da linha de frente. O resultado dessa coesão, segundo Diana, é um time que não apenas executa tarefas, mas “veste a camisa” e se dedica a ser um verdadeiro agente de transformação.

Durante a entrevista, Diana ainda narrou uma experiência emocionante no Dia da Mulher. Para comemorar a data, colaboradoras da administração receberam com palmas mulheres que superaram o câncer de mama. “Eu recebi muito mais do que eu dei hoje”, comentou uma delas, ilustrando a profundidade do impacto pessoal e o fortalecimento do senso de propósito que essa cultura promove.

Inclusão e acolhimento: O coração social do varejo

Algumas das iniciativas do Natal Shopping envolvem especialmente a comunidade TEA (Transtorno do Espectro Autista). Elas vão além de oferecer sessões de cinema adaptadas ou vagas de estacionamento preferenciais. O objetivo é proporcionar uma experiência completa, segura e acolhedora para essas famílias, como relata Maria Luci Gomes Maia neste vídeo.

Nesse processo, treinamento e preparação da equipe são vitais. E isso ficou evidente durante a chegada do coelho da Páscoa. Na ocasião, um membro do time conseguiu acalmar uma criança em crise e acolher a família. A atitude transformou o que poderia ser uma experiência constrangedora em um momento de cuidado e compreensão. Essa capacidade de resposta humanizada e empática é um diferencial competitivo e um testemunho do compromisso social do Natal Shopping, na visão de Diana.

Sustentabilidade na prática: Moldando um futuro mais verde

No pilar ambiental, o Natal Shopping demonstra um compromisso igualmente robusto. O programa “Mãos que Transformam” é um case inspirador de como a sustentabilidade pode gerar valor social. Trata-se de uma cooperativa de reciclagem instalada dentro do próprio shopping que não só promove o descarte correto de resíduos. Ela também garante o sustento digno para cinco famílias (há perspectiva de expansão).

Lojistas e comunidade: Expandindo a cultura ESG

A extensão da cultura ESG para os lojistas, que muitas vezes possuem culturas organizacionais distintas, representa um desafio comum para grandes centros comerciais. Na visão de Diana, o papel do shopping é de acolhimento e educação contínua. “Em situações de desrespeito ou atendimento inadequado por exemplo, o foco inicial é sempre a vítima, oferecendo suporte e buscando entender o ocorrido”, reforça.

Além disso, a comunicação constante através do portal do lojista e o “corpo a corpo” – com a liderança presente no mall e interagindo diretamente com os parceiros – são cruciais para disseminar a cultura e envolver todos no propósito comum. “Acreditamos que a presença e o exemplo da administração são elementos poderosos para inspirar e orientar”, reforça Diana.

O engajamento da população, especialmente no que tange à sustentabilidade, ainda é um desafio. Mas Diana Petta destaca o papel educativo do shopping e a esperança nas novas gerações. Projetos como “Naty nas Escolas”, onde a mascote do shopping e seu livro sobre sustentabilidade são adotados por escolas, demonstram o poder de impactar crianças e suas famílias, construindo uma consciência ambiental duradoura desde cedo. A história das duas crianças que trouxeram 21 mil tampinhas coletadas para reciclagem é um testemunho emocionante do poder dessa educação.

Mensuração e metas: O caminho para consolidação das ações

Para a Ancar, a mensuração do impacto das ações de ESG no varejo é um pilar fundamental. Relatórios trimestrais e anuais consolidam dados sobre investimentos, número de pessoas e famílias impactadas, e volumes reciclados. O Natal Shopping, por exemplo, alcançou a reciclagem de 35% dos resíduos gerados em 2024, totalizando 272 toneladas. Esses números não apenas validam o trabalho, mas também orientam o crescimento e a melhoria contínua das práticas.

É particularmente notável que a empresa define até mesmo metas sociais. No Natal Sem Fome, por exemplo, o shopping tem uma meta de arrecadação de alimentos. Isso demonstra que, mesmo em datas comerciais de alta performance, o impacto social não é apenas considerado, mas ativamente priorizado e mensurado. Isso reforça o compromisso com um ESG no varejo verdadeiramente integrado.

A história do Natal Shopping, contada por Diana, é um lembrete poderoso de para o varejo, o ESG é uma oportunidade de construir negócios mais resilientes, relevantes e, acima de tudo, humanos.

A entrevisa compeleta está em nossos canais no Spotify e no Youtube

Desafios e estratégias no varejo de beleza: Insights da rede Mundo do Cabeleireiro 

Celso de Moares, CEO do Mundo do Cabeleireiro, conversou com Juliana Piai no podcast Nos Corredores do Varejo

O varejo de beleza está em constante evolução em todo o mundo, já que o segmento de beleza e cosméticos talvez seja um dos mais dinâmicos do varejo. Em episódio recente do podcast Nos Corredores do Varejo, Celso de Moraes, CEO do Mundo do Cabeleireiro, compartilhou sua experiência e dicas valiosas sobre os desafios e estratégias para ter sucesso nesse mercado dinâmico. A seguir os principais pontos da conversa, que traz uma análise das tendências e práticas que moldam o varejo de beleza. Você ouve a entrevista na íntegra em nossos canais no Spotify e no Youtube

Crescimento no varejo de beleza 

A história do Mundo do Cabeleireiro ilustra bem a jornada de muitos varejistas no Brasil. Fundada em 1993 em Recife, a empresa começou como uma pequena loja de 50 metros quadrados. Celso de Moraes destaca as dificuldades enfrentadas no início, como instabilidade econômica, falta de recursos e inexperiência no varejo. Segundo ele, começar pequeno e aprender com os erros foi extremamente importante para o sucesso da empresa.    

Estratégias de expansão 

O crescimento do Mundo do Cabeleireiro foi marcado por movimentos estratégicos. Primeiro, a empresa expandiu suas operações para bairros de classe média com o conceito de “loja prime”. Em seguida, ingressou em shopping centers, adaptando seu modelo de negócio para esse novo formato. A entrada no mercado de São Paulo, em 2016, foi outro marco importante, impulsionando um rápido crescimento da rede.    

Adaptação ao varejo de beleza de shopping

A transição para o varejo de shopping exigiu uma mudança de mindset. Celso de Moraes explica que foi necessário reduzir o tamanho das lojas e otimizar o mix de produtos devido aos custos de ocupação mais elevados. A empresa também precisou desenvolver novas estratégias de gestão de estoque e treinar equipes com um perfil diferente, já que a carga horária de trabalho em shopping é diferente da rua.    

Importância dos dados 

Um dos pontos cruciais para o sucesso no varejo de beleza é a gestão eficiente de produtos. O Mundo do Cabeleireiro trabalha com um portfólio extenso, com até 15 mil SKUs em lojas de rua. Por isso a adaptação da oferta às lojas de shopping demandou muita informação e conhecimento do consumidor.  

A implementação de um sistema ERP foi um divisor de águas para a empresa, permitindo uma análise mais precisa da rentabilidade dos produtos e fornecedores. Celso de Moraes contou como basear decisões em dados mudou toda a estratégia da empresa, de distribuição dos produtos na gôndola a forma de negociar com fornecedores.  

Cultura organizacional em expansão 

À medida que o Mundo do Cabeleireiro cresceu, a gestão da cultura organizacional tornou-se um desafio. A empresa precisou adaptar suas práticas de gestão para diferentes regiões e perfis de colaboradores, buscando manter um senso de pertencimento e valorizando a diversidade.    

Para conhecer a trajetória de Celso e da rede Mundo do Cabelereiro em detalhes, e também para entender a visão que Celso tem sobre os desafios e futuro do varejo brasileiro, ouça a entrevista na íntegra em nossos canais no Spotify e no Youtube

NRF 2025: Raio-X do Varejo do Futuro com Guilherme Leite, da Cielo 

Em mais um episódio do podcast “Nos Corredores do Varejo”, o superintendente da Cielo, Guilherme Leite, compartilha os insights da NRF 2025 e revela como a inteligência artificial está transformando o varejo. Prepare-se para uma conversa sobre as últimas tendências, tecnologias, preocupações e o futuro da experiência do cliente. 

A seguir, os principais trechos dessa conversa, que você ouve na íntegra no Spotify ou no Youtube 

Inteligência Artificial no varejo do futuro 

A NRF 2025 foi palco de debates intensos sobre o futuro do varejo, com a inteligência artificial (IA) como protagonista. Guilherme Leite destaca que a IA já está redefinindo a forma como o varejo opera, com impactos significativos em diversas áreas: 

  • Automação inteligente: A IA otimiza estoques, personaliza o atendimento e melhora a experiência do cliente. 
  • Personalização em escala: A análise de dados permite entender os clientes e oferecer ofertas personalizadas. 
  • Experiências imersivas: A omnicanalidade se torna cada vez mais fluida, integrando o mundo físico e online. 
  • Inovações em pagamentos: A IA impulsiona a criação de soluções de pagamento mais rápidas e seguras. 

O papel da loja física na era digital 

Contrariando as expectativas, a loja física se mantém relevante e se transforma em um espaço de experiência e conexão com o cliente. A NRF 2025 apresentou cases de sucesso de lojas que se tornaram hubs de serviços, mídia e experimentação de produtos. 

O humano no centro da transformação 

Apesar do avanço da IA, o fator humano continua sendo essencial no varejo. A tecnologia chega para otimizar processos e melhorar a experiência do cliente, mas a criatividade, o senso crítico e a sensibilidade humana são insubstituíveis. 

O futuro do varejo: Uma jornada contínua 

A transformação do varejo é um processo contínuo e gradual. A NRF 2025 nos mostrou que a IA é uma ferramenta poderosa para otimizar processos, personalizar a experiência do cliente e impulsionar as vendas. No entanto, é fundamental que as empresas invistam em cultura, capacitação e infraestrutura para aproveitar ao máximo o potencial da tecnologia. 

Prepare-se para o varejo do futuro! 

Esta é a segunda entrevista que fizemos sobre a NRF 2025. A primeira foi com a CEO da AGR Consultores, Popy Tozzi. Para ficar por dentro das últimas tendências e insights do mundo do varejo, acompanhe as duas entrevistas e outros conteúdos no podcast “Nos Corredores do Varejo”, disponível no Spotify ou no Youtube.